A concentração do drawback nas indústrias de fabricação e montagem de veículos automotores, de equipamentos de transporte (aeronáutico, principalmente) e de metalúrgica básica explica a maior representatividade de determinados fornecedores estrangeiros na pauta de importações sob o regime de drawback, e também esclarece a forte presença de determinados compradores na pauta de exportações.
Com efeito, um dos maiores compradores de produtos brasileiros sob o regime de drawback foi o grupo Volkswagen - matriz e filiais - (Tabela 6), seguido pela CST Overseas Ltda. e pelo Wells Fargo Bank. A presença significativa do grupo Volkswagen decorre da estratégia de mundialização, destacada anteriormente, dos grupos da indústria automobilística.
A CST Overseas Ltda é uma subsidiária da Companhia Siderúrgica de Tubarão, localizada nas Ilhas Cayman por razões de financiamento e, possivelmente, pelo tratamento tributário mais favorável. Apenas a operação financeira é realizada em Cayman, sendo o produto da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) transportado diretamente para os seus clientes, cujo destaque, em primeiro lugar, é a California Steel (CSI).
Um dos maiores compradores dos produtos incentivados pelo regime de drawback, o Wells Fargo Bank realiza operações de leasing de aeronaves.
Quanto às importações, os fornecedores Rolls-Royce Allison e Gamesa Aeronáutica lideraram o suprimento de produtos para o Brasil (Tabela 7).
A Rolls-Royce Allison forneceu as turbinas das aeronaves produzidas pela Embraer, enquanto que a Gamesa Aeronáutica supriu as partes e peças da estrutura desses aviões. Dentre os fornecedores da Embraer, também destacaram-se a Honeywell, que ofertou os controles ambientais e a C&D Aerospace, responsável pelos interiores do avião. A Honeywell e a C& D Aerospace estiveram entre os principais exportadores estrangeiros.