A Carga Tributária Bruta (CTB) atingiu, em 1999, 30,32% do PIB, representando um aumento de 0,42 p.p. em relação ao valor registrado em 1998 (29,90 % do PIB). Em termos nominais, a variação positiva correspondeu a 13,82% do volume de tributos arrecadados nas três esferas de governo, contra um crescimento nominal do PIB de 12,25%. Em termos reais, o PIB apresentou variação de + 0,82% e as receitas de impostos e contribuições aumentaram em + 2,20%
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QUADRO 01 |
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CARGA TRIBUTÁRIA BRUTA – 1998 e 1999 |
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R$ BILHÕES CORRENTES |
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Componentes |
1998 |
1999 |
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Produto Interno Bruto |
899,81 |
1.010,07 1/ |
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Arrecadação Tributária Bruta |
269,05 |
306,26 |
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Carga Tributária Bruta |
29,90% |
30,32% |
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1/ Estimativa IBGE |
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Pela segunda vez na história tributária brasileira, registra-se uma CTB acima de 30%. A primeira vez que se ultrapassou esse patamar foi em 1990, como resultado da implementação do Plano Collor que, dentre outras medidas, estabeleceu uma agressiva política de recuperação de receita para o Tesouro Nacional. Naquele ano, a CTB atingiu então o valor máximo até hoje registrado de 30,51%. Entretanto, há que se qualificar os dois momentos, evitando a simples confrontação dos valores aferidos para cada período. Em especial, deve-se chamar atenção para os seguintes fatos:
Como vem ocorrendo nos últimos anos, o acréscimo de carga tributária foi obtido mais em razão de uma postura ativa da administração tributária do que como uma resposta automática aos humores da economia. Esse aspecto é facilmente constatado quando se verifica que o crescimento econômico em 1999 foi determinado pelo comportamento do setor agropecuário, que apresenta um baixo potencial tributário. A atividade industrial, a qual, em virtude do maior número de etapas de produção e maior capacidade de agregação de valor, constitui-se na mais importante fonte geradora de receita tributária, apresentou variação negativa de 1,6% (ver Quadro 02).