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Coluna grega

Almoxarifados

Almoxarifado da Fazenda Real - Os Almoxarifados, em Portugal, à época do descobrimento do Brasil, eram as repartições fiscais regionais, encarregadas de centralizar a arrecadação dos tributos e rendas da Coroa. No Brasil, porém, embora o almoxarife continuasse responsável pela arrecadação tributária, os Almoxarifados foram integrados numa repartição maior, a Provedoria da Fazenda Real, onde ficavam subordinados á autoridade do Provedor, que habitualmente chefiava também a Contadoria, a Tesouraria e a Alfândega. Perdeu, por isso, o Almoxarifado o destaque que gozava em Portugal. Acresce que, no Brasil, o cargo de almoxarife esteve no princípio ligado ao de "feitor", que era quem geria as atividades braçais de extração do pau-brasil, de carga e descarga dos navios e de transporte de mercadorias. Com isso, os almoxarifes se desligaram um tanto das atividades burocráticas exercidas pelo Provedor e pelo Escrivão, perdendo prestígio e poder. Numa etapa posterior, no século XVII, os almoxarifes foram separados dos feitores, ficando limitados às funções de arrecadação e de guarda de bens e valores. Aliás, ainda hoje, o termo Almoxarife significa o responsável pela guarda e conservação de bens móveis. Isso foi conseqüência direta da última etapa de evolução do cargo, no século XVIII, quando eles foram os responsáveis exclusivos pela administração dos ARMAZÉNS REAIS, espalhados pelas diversas capitanias. Existiram alguns almoxarifados isolados, fora das provedorias, com existência autônoma, ainda que subordinados a aquelas. Outros, embora integrados nas Provedorias, tiveram papel importante o suficiente para serem identificados e terem sua atuação notada. (FONTES: RODRIGUES, Para a História da Administração da Fazenda Real no Reinado de D. Afonso V, 1:271 - SERRÃO, Pequeno Dicionário de História de Portugal, 48 - DHBN, 35:165).

Almoxarifado da Torre de São Sebastião de Itaparica - Referido no ano de 1690, localizava-se certamente na ilha de Itaparica, na baía de Todos os Santos. (FONTE: ABN, 75:310).

Almoxarifado da Vila do Espírito Santo - Uma das mais velhas repartições públicas do Brasil. É mencionada a sua existência em 1534, quando Antônio Espera era seu escrivão. (FONTE: OLIVEIRA, História do Espírito Santo, 38).

Almoxarifado de Bertioga - A Capitania de Santo Amaro, doada a Pero Lopes de Sousa, não prosperou e acabou incorporada à Capitania de São Vicente, após longa pendência judicial entre os herdeiros do donatário. Quase nada se sabe sobre a história dessa capitania, pelo que muitos autores acreditam que ela não chegou a existir na prática. Entretanto, nela chegou a haver uma vila, ora chamada de Bertioga, ora de Santo Amaro, onde se instalou o "Almoxarifado da Fazenda Real da Vila da Bertioga", cujo almoxarife, por volta de 1550, era Antônio Adorno, responsável pelos armazéns reais e pela artilharia nela existentes. (FONTES: DHBN, 35:165).

Almoxarifado de Fernando de Noronha - Existia em 1749, ocasião em que era almoxarife José Antônio de Castro Sarmento. (FONTES: ABN, 28:473).

Almoxarifado de Itamaracá - João Correia Botelho foi almoxarife de Itamaracá de 1714 a 1718. (FONTES: CMBN, 3:478 e 508).

Almoxarifado de São Vicente - Provavelmente se instalou com a vinda de Martim Afonso de Sousa, em 1532, mas deve ter sido mudado posteriormente para Santos, acompanhando a Provedoria da Fazenda Real, na qual estava integrado. (FONTE: AZEVEDO MARQUES, Apontamentos Históricos, Geográficos, Biográficos, Estatísticos e Noticiosos da Província de São Paulo, 2:326).

Almoxarifado do Juízo da Provedoria da Vila de Itu - Referido em 1756, é uma das poucas repartições ligadas ao ciclo das "monções", ou seja , da navegação fluvial de São Paulo para Mato Grosso. Veja também ARMAZÉM REAL DE ARARITAGUABA (FONTE: RIHGB/AHU/SP, 5:194).

Almoxarifado do Morro de São Paulo - Localizado na Bahia, ao sul do Recôncavo, no Município de Cairu, servia como suporte logístico para a fortaleza que protegia a região. Sua existência é mencionada entre os anos Real, esses armazéns foram integrados numa nova repartição: a Intendência da Marinha e Armazéns Reais. (FONTES: AMUL, 1:108 - CMBN, 4:29 - DHBN, 54:58; 96:74).

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