PERO DE GÓIS - É mencionado como tendo sido Provedor da Fazenda Real da Capitania da Bahia, nomeado pelo Rei em 25/8/1536, ao tempo do donatário Francisco Pereira Coutinho. Talvez fosse o mesmo Pero de Góis, donatário de São Tomé e que mais tarde foi "capitão-mor da costa", no governo de Tomé de Sousa. FONTE: EDISON CARNEIRO, A Cidade do Salvador, 28 - História da Colonização Portuguesa do Brasil, 3:214.
RODRIGO DE ARGOLO - "Nobre castelhano que passou à Bahia nos princípios de sua fundação", é o que informa Frei Jaboatão, "e nela casou com Joana Barbosa Lobo, uma das três irmãs orfãs, filhas de Baltasar de Sousa Lobo", que a Rainha mandou à Bahia, junto com outras, para se casarem. Veio Rodrigo em 1549, com Tomé de Sousa, para ser Provedor da Fazenda da Bahia, com a faculdade de resgatar (comprar e remeter para Portugal) um escravo cada ano. No reino havia sido porteiro da Câmara da Rainha. Em 1551 estava doente, substituído por João de Araújo. Já era falecido em 18 de novembro de 1553, quando entrou para seu lugar Rodrigo de Freitas, que estava contratado para casar com uma sua sobrinha. Um dos genros de Rodrigo de Argolo chamava-se Jácome Raimundo: será pai ou avô do Provedor Mor e Governador do Maranhão? Vários descendentes de Argolo foram provedores da fazenda na Bahia. FONTES :- CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:320 - EDISON CARNEIRO, A Cidade do Salvador, 38 - DHBN, 37:341; 14:377; 35:27.
JOÃO DE ARAÚJO - Em 15 de dezembro de 1548 havia sido nomeado pelo rei "Escrivão do Tesouro de todas as minhas rendas das terras do Brasil".Foi provido no ofício de Tesoureiro das Rendas Reais em 6 de dezembro de 1551, sucedendo a Gonçalo Ferreira, que falecera. Mais tarde, em 13 de Dezembro desse ano, foi nomeado Provedor da Fazenda Real na Bahia, substituindo Rodrigo de Argolo, que estava doente. Ao que tudo indica, deve ter sido parente próximo deste. Ainda ocupava a Provedoria em 12 de Junho de 1556. Seu nome completo parece ter sido João de Araújo de Sousa e, neste caso, seria fidalgo galego, casado com D. Violante de Eça, e teria sido ancestral dos quase homônimos que foram Provedores da Fazenda em Ilhéus. FONTES:- DHBN, 35:12 - VARNHAGEN, História Geral do Brasil, 1:236 nota - DHBN, 14:48 e 35:103 e 351 - EDISON CARNEIRO, A Cidade do Salvador, 97 - PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Genealógico de Frei Jaboatão, 2:536/537.
RODRIGO DE FREITAS - Português de Melgaço, cavaleiro fidalgo, nascido em 1509, vindo para o Brasil com Tomé de Sousa, foi sucessivamente almoxarife, escrivão do armazém de mantimentos, escrivão da Matrícula em 1552, e, finalmente, Provedor da Fazenda da Bahia, "por estar para casar com uma sobrinha de Rodrigo de Argolo", nomeado em 19 de fevereiro de 1553 e efetivado em 22 de novembro desse mesmo ano. Em 31 de Novembro de 1555 foi-lhe concedido um alvará de mercê do ofício de Escrivão do Tesouro, também na Bahia. Havia sido também Procurador da Coroa e Tesoureiro das Rendas Reais. Ao tempo de D. Duarte da Costa foi preso e degredado, por ter feito oposição ao governador-geral, guardando as liberdades municipais no exercício das funções de vereador e de juiz ordinário. Reintegrado nos cargos e libertado, enviuvou, o que o levou a ingressar em 1560 na Companhia de Jesus, abandonando toda sua atividade burocrática. Aliás, ainda leigo, já cuidava dos órfãos do Colégio de Jesus. Já com as ordens sacras, em 1568, era reitor do Colégio de Pernambuco, onde ficou até 1572. Procurador geral da Companhia de Jesus em 1573, seguiu com o governador Antônio de Salema para o Rio de Janeiro, afim de visitar os estabelecimentos jesuíticos do sul. Em 1583 estava em Portugal, cuidando dos negócios temporais da Companhia, regressando nesse ano com o Padre Fernão Cardim. Foi Visitador e Provincial, Superior em Pernambuco e S. Vicente. Enfim, foi um dos homens mais ativos de seu século. Faleceu na Bahia em 1604, contando 95 anos de idade e 44 de Companhia de Jesus. FONTES:- DHBN, 36:129/133 e 38:50. - CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão,1:322 - EDISON CARNEIRO, A Cidade do Salvador, 41/43 - SERAFIM LEITE, Hist. da Comp. de Jesus no Brasil, 1:43/44, 460;461 e 576.
ANTÔNIO DO REGO - Provedor da Fazenda Real da Capitania da Bahia nos primeiros tempos da colonização, antes da vinda de Tomé de Souza. Ignoram-se quaisquer outros dados a seu respeito. FONTE:- EDSON CARNEIRO, A Cidade de Salvador, 42. (ficha a completar)
FRANCISCO FRAGOSO - Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, foi nomeado Provedor da Fazenda Real na Bahia em 12 de dezembro de 1555. Nada mais se sabe sobre ele, mas talvez fosse parente de Brás Fragoso, que, alguns anos mais tarde foi Ouvidor Geral e Provedor Mor da Fazenda Real do Brasil. FONTE:- DHBN, 35:317.
ANTÔNIO RIBEIRO - Provedor e Juiz da Alfândega da Bahia, nomeado para esses cargos em 1556, por ter se casado com Maria de Argolo, filha de Rodrigo de Argolo, titular desses cargos. Antônio Ribeiro ainda estava no exercício deles em 1562. FONTES:- Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:322/323 - DHBN, 36:26 e 37 e 35:368.
PERO DE MAGALHÃES - Nomeado Provedor da Fazenda Real da Bahia em 29 de fevereiro de 1576, pelo prazo de seis anos. Pode ser irmão ou pai de Gaspar de Freitas de Magalhães, que veio de Portugal para ser Provedor da Fazenda da Bahia e ali se casou em 1589. Alguns autores suspeitam e até sugerem que este Pero de Magalhães seja o historiador Pero de Magalhães Gandavo, autor de uma das primeiras obras sobre o Brasil. FONTES:- ABN, 75:26 - MELLO MORAES, Chron. , 1:102 - CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Fr. Jaboatão, 2:764.
MANUEL DE SÁ SOUTOMAIOR - Sobrinho do Governador Geral Mem de Sá, natural de Viana, foi Provedor da Alfândega da Bahia de 1578 a 1605, quando faleceu. Acumulava também o comando do forte de Santo Alberto em Salvador, onde dirigiu o combate contra uma nau holandesa em 1604. Era casado com Helena de Argolo, integrante da família que tinha a propriedade hereditária do ofício de Provedor da Alfândega da Bahia. FONTE:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:460 e 2:637 e 639 - ROCHA PITA, História da América Portuguesa, 103 - ABN, 75:46.
GASPAR DE FREITAS MAGALHÃES - "Natural de Guimarães ou de Ponte de Lima, pessoa nobre e com foro de fidalgo, veio para a Bahia por Provedor da Alfândega". Em Salvador casou com Policena de Sousa de Bitencourt em 20 de outubro de 1589. Foi nomeado Feitor e Almoxarife do Rio de Janeiro por Alvará datado de 19 de janeiro de 1572. Em 1575 era Escrivão da Alfândega, provavelmente na Bahia. Comandou um dos barcos armados contra os corsários ingleses em 1587. Tinha uma "casa de meles" (engenho de açúcar) muito produtiva, perto de Jaguaripe. Em 1591 morava na freguesia de Itaparica. FONTES:- RIHGB, 109:76 - Livro do Tombo do Colégio de Jesus, 24 - MELLO MORAES, Chronica Geral do Brasil, 1:81 - CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 2:764/766.
BERNARDO RIBEIRO - Filho de Antônio Ribeiro, Provedor da Fazenda e Juiz da Alfândega da Bahia, e de Maria Argolo, filha do Provedor da Alfândega Rodrigo de Argolo, Bernardo foi designado Provedor da Alfândega da Bahia em 24 de novembro de 1606, em sucessão a seu cunhado Manuel de Sá Soutomaior. É estranho que haja sido nomeado para o cargo, quando se sabe que, em 1591, escandalizara a Inquisição com suas idéias heterodoxas. E, em 1604, o próprio rei da Espanha, Felipe II, o acusava ao Governador Geral do Brasil Diogo Botelho de ser cúmplice no contrabando de pau-brasil, que navios holandeses pretendiam fazer em Ilhéus. FONTES:- P.CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Frei Jaboatão, 1:327 - SILVA CAMPOS, Crônica da Capitania de S. Jorge dos Ilhéus, 94.
PAULO DE ARGOLO - Filho do castelhano Rodrigo de Argolo, foi Provedor da Alfândega da Bahia, como seu pai, em 1608. Havia sido vereador em Salvador em 1607. Tinha terras em Ilhéus, Passé e Jequiriçá. Faleceu em 1619. FONTE:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão, 1:320.
MANUEL DE SOUSA DE EÇA - Um dos maiores heróis da colonização do norte brasileiro, era filho de Luís Álvares de Espina, de Ilhéus, e foi possivelmente quem ocupou o maior número de cargos diferentes de Provedor da Fazenda Real. Assim, foi provedor da Bahia, antes de 1612, de Pernambuco, de 1612 a 1614, da Paraíba em 1613, "do rio Amazonas" em 1616 e do Maranhão e Pará em 1617. Era militar dos mais valentes e participou de 1614 a 1617 das lutas contra os franceses no Maranhão; não quís assinar a paz com eles e na viagem de volta a Pernambuco seu caravelão foi arrastado para as Índias de Castela (Antilhas); dali passou a Portugal, onde comandou um patacho na esquadra de D. Jerônimo de Almeida, ocasião em que pelejou com dois navios turcos. Intrigas políticas fizeram com que ficasse preso 4 anos em Portugal, mas acabou sendo nomeado capitão-mor do Grão-Pará, cargo do qual tomou posse em 6 de Outubro de 1626, sucedendo a Bento Maciel Parente. Em 1625 havia, em companhia de Jácome Raimundo de Noronha, comandado um dos navios da expedição enviada de São Luís para fundar a capitania do Ceará. Em 1624 havia participado das lutas para a libertação da Bahia. Acabou morrendo no cárcere, depois de ter se desentendido com Feliciano Coelho de Albuquerque. Não deixou sucessão. FONTES:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 2:538 - BERREDO, Anais Históricos do Estado do Maranhão, 186, 235 e 217 - MELLO MORAES, Chronica Geral, 256 - FREI VICENTE DO SALVADOR, História do Brasil, 333 - PEDRO CALMON, História do Brasil, 1:334 - VARNHAGEN, História Geral do Brasil, 2:171 - ABN, 26:222 e 282; 61:136, 171, 173, 174 e 199; 75:67 e 72.
BELCHIOR RODRIGUES - Um coringa da administração financeira. Em de 12 de setembro de 1614 foi encarregado, por provisão, de tomar as contas dos rendimentos do donatário de Itamaracá, que estavam sequestrados, por litígio judicial. Substituiu Pedro Viegas no cargo de Escrivão da Fazenda da Bahia em 1615. Foi Provedor da Fazenda e Alfândega da Bahia, no impedimento do respectivo proprietário, Sebastião Parui de Brito, em 7 de maio de 1619. Em 27 de setembro desse ano substituiu a Diogo Baracho como Escrivão da mesma aduana. Morou depois no Rio de Janeiro; já era falecido em 1636, como consta da justificação de casamento de sua filha Guiomar Rodrigues com o lisboeta Gregório de Barros. FONTE:- AMUL, 6:17.
ANTÔNIO DE CASTANHEIRA - Nomeado Provedor Mor e Contador da Fazenda Real do Brasil em 20 de janeiro de 1629, em substituição a Manuel Ferreira de Figueiredo, que fora suspenso. Antônio de Castanheira fora, antes dessa data, Provedor da Alfândega da Bahia. FONTE:- M.C. DE MENDONÇA, Erário Régio, 112 (ficha a completar)
ANTÔNIO DE BRITO DE CASTRO - Português de Braga, passou à Bahia em 1625 na armada real (sabe-se até o navio em que veio: o "São Bartolomeu"), de D. Fradique de Toledo, para libertar a cidade de Salvador do domínio holandês. Voltou para Portugal, mas em 1630 organizou à sua custa uma companhia em Viana do Castelo e retornou definitivamente ao Brasil, onde se destacou na luta contra os holandeses. Casou com Leonor de Brito, filha do Provedor da Alfândega da Bahia, Sebastião Parui de Brito, que, em dote, lhe trespassou esse cargo, em 3 de março de 1638. Mas, Sebastião deve ter continuado a exercê-lo porque, em 30 de março de 1639, o genro Antônio foi designado seu substituto. Em 1650 Antônio seguiu preso para o reino por ter ofendido a mulher do meirinho Afonso Rodrigues do Porto (o casal era judeu e perdoou a Antônio de Brito depois que este pediu desculpas). Em 1659 foi obrigado a deixar a provedoria por ter sido promovido a tenente de mestre de campo general do Brasil, posto do qual deu baixa em 1663. Em 1671 era novamente Provedor da Alfândega da Bahia. Nesse mesmo ano era também Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Salvador. Morreu em 9 de abril de 1675. FONTES:- Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:462/465 - CMBN, 1:173 e 287 - ABN, 75:119 - DHBN, 17:262 e 20:52/53.
LUÍS ÁLVARES MONTARROYO - Carioca, filho de Diogo Montarroyo, era Tesoureiro Geral do Estado do Brasil, na Bahia, em 1655. Foi nomeado Provedor da Fazende e Alfândega de Salvador em 18 de Junho de 1659. Serviu até 22 de Julho de 1663, ocasião em que foi provido para esse lugar o Sargento Mor Antônio Pereira, que tomou posse no dia seguinte. FONTES:- DHBN, 18:402; 20:52/53 e 55 e 22:376 - .
ANTÔNIO PEREIRA - Sargento-mor, provavelmente baiano, foi nomeado Provedor da Alfândega de Salvador em 21 de julho de 1663, sucedendo ao capitão Luís Alves Montarroyo. Exerceu também o cargo de Provedor Mor da Fazenda Real do Brasil por breve período a partir de 4 de março de 1665, enquanto se "tirava residência"de Antônio Lopes de Ulhoa, titular desse cargo. FONTE:- DHBN, 20:55, 21:128, 22:52 - CMBN, 1:239.
ANDRÉ DE BRITO DE CASTRO - Baiano, irmão, filho e neto de provedores da alfândega da Bahia, sucedeu no cargo ao pai Antônio de Brito de Castro em 1675, mas logo uma demanda com o irmão Sebastião de Brito de Castro o afastou do ofício, ocasião em que foi substituído por outro irmão, Francisco de Brito de Sampaio. Acresce que ele e outros parentes e amigos haviam se envolvido numa série de violências e crimes que culminaram com o assassinato do Alcaide Mor da Bahia, Francisco Teles. Em 1676 foi ao reino para defender seus interesses nos vários processos em que estava envolvido, mas a sentença final confirmando-o no cargo de provedor só foi pronunciada em 1º de abril de 1679. De qualquer forma, em 1681, André de Brito já estava de volta á provedoria. Em 1683, uma Carta Régia lhe restituiu definitivamente o cargo, mas parece que voltou a perdê-lo outra vez, porque em 15 de junho de 1689 foi novamente Provedor da Alfândega da Bahia, “como dan tes fazia”. A propriedade do cargo, entretanto, estava vinculada à obrigação de contribuir para o dote de sua irmã Dona Joana de Castro. Ainda era provedor em 1695, apesar de Pedro Calmon sustentar que faleceu em 1692. Foi sucedido em 1702 por seu genro Alexandre de Sousa Freire. FONTES:- Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:464/467 - DHBN, 26:231, 29:451, 32:368, 56:226, 64:301 - VARNHAGEN, Hist. do Brasil, 3:279.
FRANCISCO DE BRITO DE SAMPAIO - Nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 26 de agosto de 1676, para servir no impedimento de seu irmão André de Brito de Castro, que fora ao reino. Ao que parece, porém, só assumiu o cargo em 1678, conforme documento datado de 20 de abril desse ano. Era baiano, nascido em 1639, "capitão de cavalos", e esteve envolvido com seus irmãos no assassinato do Alcaide-mor Francisco Teles, em 1683, pelo que foi processado, mas todos os envolvidos acabaram impunes. Ainda vivia em 1709, quando obteve uma sesmaria em Terra Nova. FONTES:- CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão, 1:406 - DHBN, 26:231 e 411.
LOURENÇO BARBOSA DA FRANCA - Baiano, em 23 de Novembro de 1678 foi nomeado Provedor da Alfândega da Bahia, por um ano, no impedimento de Francisco de Brito de Sampaio. Era "veterano das guerras de Portugal e das armadas reais", fidalgo da Ordem de Cristo, coronel do partido de Passé, Matoim, Cotegipe, Paripe e Pirajá, em 1668. Serviu 14 anos como soldado, alferes e capitão no Brasil e "nas fronteiras deste Reino". Fora vereador em 1656 e a 11 de Janeiro de 1677 foi eleito Juiz Ordinário. Foi Provedor da Santa Casa em 1679. Recebeu o Hábito de Cristo ao embarcar para o Brasil em 5 de Setembro de 1647. FONTE:- PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Fr. Jaboatão, 1:254 - AMUL, 6:60.
MANUEL DE BARROS DA FRANCA - Fidalgo da Casa Real, prestou serviços em 14 anos de guerras na América, contra os holandeses, e na Europa, contra os espanhóis. Em 1668 foi nomeado capitão de uma companhia de cavalaria em recompensa dos serviços prestados. Combateu os tapuias na Bahia e acabou eleito e reeleito vereador em Salvador. Substituiu o tio Lourenço Barbosa da Franca como Coronel do Regimento de Passé, Matoim, Pirajá e Paripe. E, ainda substituindo a este, foi Provedor interino da Alfândega de Salvador, nomeado em 22 de Novembro de 1678. Foi um dos mais ferozes inimigos do Alcaide-Mor Antônio de Sousa de Meneses, tendo sido inclusive preso por este. Faleceu em 1690. FONTES:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:414 - DHBN, 27:71.
DOMINGOS GARCIA DE ARAGÃO - Baiano, senhor de engenho em Iguape (Bahia), neto do famoso Bangala, foi nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 16 de novembro de 1685, durante o governo de D. João de Lencastre, mas nessa data já se encontrava no exercício do cargo. Fora vereador em 1663 e provedor da Santa Casa em 1680. Em 1690 arrematou o contrato dos Dízimos. Já era falecido em 1698. FONTES:- CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão, 1:192/196 - DHBN, 29:34.
NICOLAU MENDES DE OLIVA - Licenciado, certamente baiano, foi nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 4 de Agosto de 1687. Era considerado um dos melhores advogados da época. Foi síndico da Câmara Municipal de Salvador. Faleceu em 1692. Em 1709 um filho seu casou-se com uma filha de André de Brito de Castro, que fora Provedor proprietário da Alfândega da Bahia. FONTES:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:471- DHBN, 29:125.
BELCHIOR DA CUNHA BROCHADO - Desembargador, nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 29 de março de 1688. Havia jurado o cargo de desembargador da Relação da Bahia em 21 de março de 1687, na Chancelaria-mor do Reino. Nesse mesmo ano de 1687 presidiu uma devassa para apurar os assassinatos do Alcaide Mor e ex-Provedor da Fazenda do Rio de Janeiro, Pedro de Sousa Pereira, o moço, e de Martinho da Silva. Estava ausente em 11 de dezembro de 1688, quando o desembargador Hierônimo de Sá Cunha foi nomeado para substituí-lo. Em 17 de março de 1694 foi nomeado Provedor Mor da Fazenda Real no Brasil. Em maio de 1695 era Procurador da Fazenda Real na Bahia, cargo para o qual fora nomeado em 17 de março de 1694. Em 1695 acompanhou o Governador-Geral D. João de Lencastre numa expedição de mineradores e sertanistas, que alcançou a região situada além da Serra de Jacobina, constatando a existência de minas de salitre nessa área.. FONTE:- DHBN, 29:180 e 338; 56:103 e 64:293 - CARVALHO FRANCO, Dic. de Bandeirantes, 216 - Anais do III Congresso de Hist. Nacional, 7:186 - abn, 93:24 e 39:176 - Manuscritos da Casa de Cadaval, 1:280 e 299/301.
HIERÔNIMO DE SÁ CUNHA - Desembargador, foi nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 11 de novembro de 1688, para substituir o titular ausente, Desembargador Belchior da Cunha Brochado. Não durou muito no cargo, vindo logo a falecer, pelo que em 9 de janeiro de 1689 foi nomeado para sucedê-lo Francisco Pereira Ferraz. DHBN, 29:338 e 346.
FRANCISCO PEREIRA FERRAZ - Nomeado Provedor da Alfândega da Bahia em 9 de janeiro de 1689, em razão do falecimento do Desembargador Hierônimo de Sá e Cunha, que estava ocupando o cargo. FONTE:- DHBN, 29:346.
ALEXANDRE DE SOUSA FREIRE - Português, fidalgo da Casa Real, filho de Bernardim de Távora de Sousa Tavares, governador de Mazagão e Angola, estudou direito em Coimbra, doutorou-se em teologia e foi mestre em artes, mas preferiu a carreira militar, chegando a mestre de campo dos auxiliares da Bahia, onde se casou com a filha única de André de Brito de Castro, Provedor da Alfândega de Salvador. Alexandre sucedeu o sogro no cargo de provedor, exercendo-o de 1702 a 1712.. Foi também Provedor da Santa Casa de Misericórdia da Bahia de 1706 a 1708. Doente,. retornou ao reino, onde, em 27 de junho de 1712, renunciou ao ofício de provedor da alfândega em benefício de Rodrigo da Costa de Almeida. Voltou à América para governar o Estado do Maranhão, de 14 de abril de 1727 a 16 de julho de 1732. Morreu em Lisboa em 1740, deixando descendentes. FONTES:- Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:468/470 - DHBN, 61:212 - ABN, 93:94 - A.J.R. RUSSEL-WOOD, Fidalgos e Filantropos, 297.
RODRIGO DA COSTA DE ALMEIDA (I) - Português de Faro, Algarve, serviu de 1687 a 1694 em Angola, como capitão mor da Província de Lobedo, tenente-general da artilharia e provedor da fazenda; foi provedor da Santa Casa de Luanda. Por tudo isso, em 1688, recebeu o hábito de Santiago, depois transformado no de Cristo. Na Bahia foi capitão da guarda do governador Alexandre de Sousa Freire, que nele renunciou o lugar de Provedor da Alfândega em 7 de novembro de 1713 (esta informação de P. Calmon, nas notas do Catálogo de Frei Jaboatão, está um tanto confusa). Em 24 de dezembro de 1717 já era falecido, porque seu filho Domingos foi nomeado para o seu lugar neste dia. FONTES: CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Fr. Jaboatão, 1:105/106- DHBN, 52:362; 61:212.
JOSÉ DE SÁ MENDONÇA - Jurou na Chancelaria Mor do Reino para lugar de Ouvidor Geral da Capitania de Pernambuco em 23 de Março de 1689. Ouvidor durante dois anos em Pernambuco, depois desembargador na Bahia, por carta de 5 de Novembro de 1695. Em 18 de Março de 1698 fora nomeado Ouvidor Geral do Cível da Relação da Bahia. Segundo Frei Jaboatão casara-se a 5 de Maio de 1690 com D. Joana Cavalcanti, mas a verdade é que o alvará autorizando seu casamento só foi expedido em 6 de Dezembro de 1700. Tornou-se rico fazendeiro, abastado ao ponto de o Governo lhe fazer um apelo para que descesse gado afim de abastecer Salvador. Foi Provedor da Misericórdia durante 10 anos. Em 1714 foi designado Provedor da Alfândega de Salvador, cargo que exerceu por seis meses, mais ou menos. Faleceu em 1721, quando ocupava o lugar de Superintendente do Tabaco, e sua viúva casou-se depois com o desembargador Bernardo de Sousa Estrela, que foi Provedor Mor da Fazenda Real do Brasil.FONTES:- PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Fr. Jaboatão, 1:113 - CMBN, 2:374 - DHBN, 50:248 e 61:192 e 248 - ABN, 93:59 e 92 - Anais do Arquivo Público da Bahia, 31:75 e 32:45 - Manuscritos da Casa de Cadaval, 1:287.
AGOSTINHO XIMENES DE ARAGÃO - Escrivão da Alfândega da Bahia no início do século XVIII, substituiu o provedor dela, Rodrigo da Costa de Almeida, em 8 de novembro de 1717 e em 5 de junho de 1719. Era natural da Bahia. FONTES:- CMBN, 3:331, 399 e 497 - DHBN, 54:278. (ficha a ser completada)
DOMINGOS DA COSTA DE ALMEIDA - Natural de Loanda, Angola, filho de Rodrigo da Costa de Almeida, este "Tenente General do Reino de Angola" e Provedor da Alfândega da Bahia, e de sua mulher D. Joana Duque. Domingos serviu 20 anos como militar em Angola e foi depois Coronel das Ordenanças na Bahia. Sucedeu ao pai, Rodrigo, no cargo de Provedor da Alfândega, a partir de 24 de dezembro de 1717. Em 21 de setembro de 1721 foi substituído interinamente pelo Coronel Sebastião da Rocha Pita, seu sogro. Em 1735 pediu que o filho, também chamado de Rodrigo da Costa de Almeida, o substituísse nos impedimentos, mas só veio a falecer em 1758, quando já era viúvo. Teve um engenho de cana em Passé. Deixou reputação de matemático e militar competente. FONTES:- CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão, 1:103 - BORGES DA FONSECA, Nobiliarquia Pernambucana, in ABN, 47:275 - DHBN, 45:288; 52:363 e 91:63.
JOSÉ PIRES DE CARVALHO - Provedor da Alfândega da Bahia, no impedimento do proprietário, coronel Domingos da Costa de Almeida, em 12 de Dezembro de 1727. Serviu muitos anos como militar, de soldado a capitão de infantaria, sargento-mor e coronel. Foi vereador em 1727 e 1743, Procurador da Rainha e familiar do Santo Ofício. Apesar de sua fortuna, uma das maiores do Brasil, alegou ao Vice-Rei que precisava colocar num convento suas quatro filhas por não poder dotá-las convenientemente. FONTES:- ABN, 23:143 e 37:158 - PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Fr. Jaboatão, 1:129
RODRIGO DA COSTA DE ALMEIDA (II) - Neto do anterior, baiano, nascido em 1717, Familiar do Santo Ofício, vereador por duas vezes, foi Intendente da Marinha e Armazéns Reais e Vedor Geral do Exército na Bahia em 1778. Foi membro da Academia Brasílica dos Renascidos. Ocupou os cargos de Provedor da Alfândega da Bahia, como seu avô. Mudou para Portugal em 1766, mas voltou para a Bahia, onde faleceu em 1782. Já era falecido em 14 de Agosto de 1784, quando José Venâncio de Seixas foi nomeado para o seu lugar. Seu neto José Rufino Pereira da Silveira da Costa de Almeida foi também Provedor da Alfândega de Bahia em 1797. FONTES:- ABN, 32:413 - AMUL, 3:398 - CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo de Frei Jaboatão, 1:107 - AMUL, 1:361; 3:327, 395 e 464- VARNHAGEN, Hist. do Brasil, 4:263.
JOSÉ DA ROCHA DANTAS E MENDONÇA - Desembargador, era Juiz e Procurador da Coroa em 1775. Em 28 de Fevereiro de 1776 era Provedor interino da Alfândega da Bahia, Em 10 de Novembro de 1778 era Ouvidor Geral do Crime, cargo em que ainda se encontrava no ano seguinte. Em 1780 já deixara o Tribunal da Relação da Bahia, mas seu sucessor, o Ouvidor de Jacobina, faleceu antes de tomar posse. Talvez por isso em 29 de Abril de 1781 ele era novamente Ouvidor Geral do Crime. Foi nomeado Intendente Geral do Ouro e Presidente da Mesa da Inspecção da Bahia por volta de 12 de Abril de 1782. Em Abril de 1785 requereu que fosse feita nova "residência" (auditoria) dos lugares que ocupara de Intendente Geral do Ouro e de Presidente da Mesa da Inspecção, o que foi indeferido pelo Governador. FONTES:- ABN, 32:311, 316, 405, 426, 463, 485, 513 e 572.
ANTÔNIO JOSÉ DE SOUSA FREIRE TAVARES DE CASTRO LEAL - Filho do Provedor Alexandre de Sousa Freire, tinha a fama de moço namorador e dissoluto; em 1759, o então Provedor da Alfândega de Salvador Rodrigo da Costa de Almeida, pediu ao rei que o impedisse de casar com sua filha Brites Mariana, de apenas 12 anos, a quem raptara. Raptor e vítima se casaram, mas Rodrigo mudou-se para o reino e lá conseguiu anular o casamento da filha. Brites então casou-se com o Desembargador Manuel Pereira da Silva, mas, enviuvando, voltou com o pai para a Bahia e ali se casou novamente com Antônio José (depois de 1771) . Com o falecimento de Rodrigo da Costa de Almeida, em 1782, ficou vago o ofício de provedor da alfândega da Bahia. Por provisão do Vice-Rei Marquês de Valença, foi nomeado Antônio José, já então mestre de campo dos auxiliares da Bahia. Serviu, porém, poucos meses na aduana, porque adoeceu e pediu demissão. Antônio José ainda vivia em 1792 e morava na Bahia.FONTES:- PEDRO CALMON, Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão, 1:470 - ABN, 36:177 - RIHGB, 191:147.
JOSÉ PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE - Um dos muitos desse nome na Bahia (era filho e neto de pessoas de igual nome e tinha um irmão homônimo!), era fidalgo da Casa Real, capitão-mor das ordenanças da "parte sul" da Bahia, coronel da cavalaria auxiliar e agricultor. Casou em 1781 com sua prima D. Ana Maria de São José e Aragão, senhora da Casa da Torre. Ele, por sua vez, era senhor dos engenhos Cazumbá, Rosário, Passagem, São Miguel e Nossa Senhora da Conceição. Herdou do pai e do irmão homônimo o ofício de Secretario do Estado do Brasil, que a família havia adquirido por 32 contos de réis, uma fortuna na época. Herdou do sogro a escrivania da alfândega de Salvador e comprou, por 80 mil cruzados, em 1780, o ofício de Intendente da Marinha e Armazéns Reais, que fora criado para substituir o de Provedor Mor da Fazenda Real do Brasil. Foi nomeado Provedor da Alfândega de Salvador em 9 de setembro de 1782, por ter adoecido Antônio José de Sousa Freire Tavares de Castro Leal, que o vinha exercendo desde o falecimento do titular Rodrigo da Costa e Almeida. Entretanto, logo depois, possivelmente sobrecarregado por tantos compromissos, José Pires de Carvalho e Albuquerque pediu demissão dos ofícios de Provedor da Alfândega e de Intendente da Marinha e Armazéns Reais, nos quais foi sucedido, respectivamente, pelo desembargador Felipe José de Faria e por José Venâncio de Seixas. José Pires de Carvalho e Albuquerque reedificou a Igreja do Unhão e dotou a Igreja das Graças das "lousas armoriadas de Paraguaçu e Caramuru". Deixou geração que teve destacado papel na Bahia no período da Independência. FONTES:- PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Fr. Jaboatão, 1:133 - ABN, 32:20, 523 e 565 e 37:160.
FELIPE JOSÉ DE FARIA - Desembargador, era Intendente Geral do Ouro na Bahia em setembro de 1788. Serviu como Provedor da Alfândega da Bahia de 1784 a 1796, quando se recolheu a Lisboa. FONTES:- DHBN, 82:149 - ABN, 35:309 e 32:509 e 562.
FIRMINO DE MAGALHÃES SEQUEIRA DA FONSECA - Chanceler da Relação da Bahia, foi encarregado, em 12 de março de 1796, de exercer o lugar de Provedor da Casa da Moeda da Bahia. Em 15 de julho de 1796, foi nomeado Provedor da Alfândega de Salvador, pelo Governador D. Fernando José de Portugal, em lugar de José Rufino Pereira da Silveira da Costa e Almeida, neto do último proprietário desse ofício, Rodrigo da Costa e Almeida. Posteriormente, parece que José Rufino recuperou o cargo. Quanto a Firmino de Magalhães, deve ter retornado à Casa da Moeda. FONTE:- AMUL, 3:383, 385 e 395.
JOSÉ RUFINO PEREIRA DA SILVEIRA DA COSTA E ALMEIDA - Último membro da dinastia dos "Costa de Almeida" na Alfândega da Bahia, era neto do derradeiro proprietário, Rodrigo da Costa de Almeida. Serviu como Ouvidor da Alfândega ao tempo em que José Pires de Carvalho e Albuquerque era o Provedor dela. Passou depois, em data ignorada, a Provedor, provavelmente sucedendo a Pires de Carvalho. Em 15 de Julho de 1796 havia sido afastado para dar lugar ao desembargador Firmino de Magalhães, mas em 20 de Outubro de 1797 estava de novo no cargo, prometendo apresentar carta de propriedade do ofício no prazo de um ano. Segundo Pedro Calmon, conseguiu-a. Nascera em Lisboa e faleceu na Bahia em 21 de Abril de 1800, deixando a filha Baronesa de Santo Amaro, casada com o primeiro Presidente do Senado do Brasil, José Egídio Álvares de Almeida. FONTES:- ABN, 36:301/302 - AMUL, 3:395 e 464 - PEDRO CALMON, Introd. e Notas ao Cat. Gen. de Fr. Jaboatão, 1:107/108..
JOSÉ VENÂNCIO DE SEIXAS - Em 12 de Setembro de 1784 foi nomeado Intendente da Marinha e Armazéns Reais da Bahia em lugar de José Pires de Carvalho e Albuquerque. Ocupou esse cargo durante 10 anos. Exerceu também a Provedoria da Alfândega da Bahia em1790, 1797, 1800 e 1801. Foi Vedor Geral em 1786, 1787 e 1790. Em 1798 e 1799 foi Provedor da Casa da Moeda da Bahia. Em 20 de Agosto de 1799 uma carta régia lhe conferiu a serventia do ofício de Provedor da Alfândega da Bahia, "nos impedimentos e depois da morte" do provedor em exercício na época. Em 1816 era "Provedor da Moeda" e Deputado da Junta da Real Fazenda da Capitania da Bahia. FONTES:- AMUL, 2:565 ; 3:2, 37, 152, 182, 284, 327, 398 e 645; e 4:163, 259 e 407 - RIHGB, 268:253 - A. DE SALLES OLIVEIRA, Moedas do Brasil, 1:168 - ABN, 36:417.
JOSÉ EGÍDIO ÁLVARES DE ALMEIDA - Baiano, nascido a 1o de Setembro de 1767, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Barão, Visconde e Marquês de Santo Amaro, foi empossado como Conselheiro de Capa e Espada do Tribunal do Conselho da Fazenda, no Rio de Janeiro, em 14 de Novembro de 1808. Foi também Provedor da Alfândega da Bahia, nomeado em data controvertida, 22 de Setembro de 1800 ou 8 de Maio de 1801, e confirmado em 21 de Janeiro de 1802. Adquiriu a propriedade desse ofício em 18 de Maio de 1801 e nele sucedeu a seu sogro José Rufino Pereira da Silveira da Costa e Almeida. Pretendeu também nessa época ser Provedor da Casa da Moeda da Bahia. Acompanhou a Família Real na sua ida de Salvador para o Rio de Janeiro, o que lhe valeu ser nomeado Secretario de D. João VI e depois, em 1818, Conselheiro do Erário Régio. Foi eleito Deputado, Vice-Presidente e, finalmente, Presidente da primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1825 foi um dos negociadores do tratado pelo qual Portugal reconheceu a Indepedência do Brasil. A esse tempo já era Visconde. Em 1826 foi escolhido Senador pelo Rio de Janeiro e elevado a Marquês de Santo Amaro. Foi o primeiro presidente do Senado Brasileiro. Em 1831 desempenhou importantes missões diplomáticas em Paris e Londres. Faleceu em 12 de Agosto de 1832. Em alguns documentos é chamado de José Egidio Alves de "Miranda". FONTE:-RIHGB, 21:117.- TAVARES DE LIRA, instituições, 22 e 300 ABN, 36:289, 290, 417 e 460 – PEDRO CALMON, Introd. E Notas ao Cat. Gen. De Fr. Jaboatão, l:107/108 e 2:745, 748/749.
INÁCIO ALVES PINTO DE ALMEIDA - Baiano, parente do Provedor da Alfândega de Salvador José Egídio Álvares de Almeida, designado por este para sucedê-lo no cargo, em 1801. Essa nomeação, porém, dependia de confirmação régia, que demorou bastante. Depois, por ausência de Inácio, que não se apresentou para exercer o cargo, ficou em seu lugar o Desembargador Faustino Fernandes de Castro Lobo. Era Corretor da Fazenda no Conselho da Fazenda, no Rio de Janeiro, em 1816. FONTES:- RIHGB, 268:225 - ABN26:414 e 37:142.
FAUSTINO FERNANDES DE CASTRO LOBO - Era desembargador, juiz de fora e juiz de órfãos entre 1794 e 1801, e depois membro do Tribunal da Relação da Bahia. Provedor da Alfândega da Bahia, de 1804 a 1806, designado pelo Governador Francisco da Cunha Menezes até que se apresentasse o proprietário desse ofício Inácio Álvares Pinto de Almeida. FONTE:- ABN, 37:26, 32, 56, 142, 320 e 401.
JOSÉ DA SILVA MAGALHÃES - Ouvidor de Jacobina, na Bahia, era também Intendente do Ouro no mesmo local, em 1799. Foi Juiz da Alfândega de Salvador em 1812. FONTE:- AMUL, 4:215.
JOAQUIM CARNEIRO DE CAMPOS - O último Provedor: ainda usava o título de Provedor da Alfândega da Bahia em 1828, em ofício no qual solicitava providências para os roubos ali verificados e sugeria a criação de uma guarda. FONTE:- ABN, 58:276 e 282.
JOAQUIM TORQUATO CARNEIRO DE CAMPOS - Presumivelmente parente do anterior. Registra-se sua presença no cargo de Inspetor da Alfândega da Bahia de 1847 a 1867. FONTES:- Gazeta Official - Diario Official
JOSÉ MARIA DA TRINDADE - Pernambucano de Recife, onde nasceu em 1828, bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda, ingressou no serviço público, em 1850, ao tempo em que era estudante, como amanuense da Tesouraria de Pernambuco. Subiu rapidamente na carreira, apesar da origem humilde, e logo foi nomeado Inspetor da Tesouraria do Rio Grande do Sul, Inspetor da Alfândega da Bahia e Inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro. Aposentou-se como Contador do Tesouro Nacional, em 1878. Deixou várias obras publicadas, sobre Direito Eclesiástico, Imposto do Selo e Terrenos de Marinha. Faleceu em 1893. Era Comendador da Ordem da Rosa. (FONTE:- Sacramento Blake, Diccionario Bibliographico, 5:57)
BERNARDINO JOSÉ BORGES - Carioca, filho do Capitão de Milícias Lino José Borges, nasceu em 1826. Perdeu o pai quando ainda estudava humanidades, razão pela qual ingressou no serviço público, para ajudar as despesas da família. Caiu nas graças do Barão de Uruguaiana, Angelo Muniz da Silva Ferraz, que então preparava a nova Tarifa das Alfândegas; este o escolheu para seu auxiliar nessa difícil e longa tarefa, que levou dois anos para ser concluída. Nomeado administrador do trapiche da Ilha das Cobras, grande auxiliar da Alfândega da Corte, Inspetor das Alfândegas de Salvador, em 1874, Rio Grande e de Paranaguá e Chefe de Seção na Alfândega do Rio de Janeiro. Nesta qualidade, substituiu o Inspetor por várias vezes. Estava no exercício do cargo de Inspetor em julho de 1865. Foi depois Chefe da Recebedoria do Rio de Janeiro, por volta de 1879. Era dignatário da Ordem da Rosa. Publicou diversos trabalhos técnicos e algumas poesias. FONTE:- Sacramento Blake, Diccionario Bibliographico, 1:405 - Manual do Empregado da Fazenda, 1874:311 e 1879:318.
ANTÔNIO LUÍS FERNANDES DA CUNHA - Ocupou altos cargos no Tesouro Nacional, inclusive o de Inspetor da Tesouraria de Fazenda no Rio Grande do Sul, em 1867, e da Bahia, em 1874, e foi Inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro em 1879, ocasião em que publicou "Enumeração das rendas e impostos, que são cobrados nas alfândegas do Império". Mais tarde, em 1881, foi um dos Diretores Gerais do Tesouro Nacional. Também havia sido Inspetor na Alfândega de Rio Grande, em 1865. (FONTES:- CEHB, 2:1152 - Manual do Empregado da Fazenda, 1874:309).
HENRIQUE DO REGO BARROS - Inspetor da Alfândega da Bahia em 1875. Antes, por volta de 1860 fora Inspetor da Alfândega do Pará. FONTE:- Diário Official.
PEDRO LOPES RODRIGUES - Chefiou a aduana da Bahia em 1878. Antes disso fora nomeado em 24 de Janeiro de 1865 Inspetor da Alfândega de Aracaju. FONTES:- Diário Official.
CAMILO JOSÉ DE CARVALHO - Fez uma longa e significativa carreira como Inspetor de Alfândega. Chefiou a de Uruguaiana em 1869, a de Rio Grande de 1873 a 1880, a de Santos em 1881, e a de Salvador de 1881 a 1884.FONTE:- Diário Official.
FIEL JOSÉ DE CARVALHO E OLIVEIRA- Dirigiu a aduana de Salvador em 1887. Já era Chefe de Seção na mesma alfândega desde 1875. FONTE:- Manual do Empregado da Fazenda, 1875 e 1887.
ÁLVARO RAMOS FONTES - Inspetor da Alfândega de Santos em 1893. Havia sido Inspetor da Alfândega de Paranaguá e depois foi Superintendente da Companhia de Docas de Santos. Foi Inspetor da Alfândega da Bahia em 1889.FONTE:- Manual do Empregado da Fazenda - Diário Oficial da União.
RAMOS JÚNIOR. - Inspetor em 1893-1894, deve ser o mesmo José Ramos da Silva Júnior, que dirigiu a aduana soteropolitana em 1896.
JOSÉ LUÍS DA GAMA E SILVA - Dirigiu a aduana de Salvador antes de 1895 em período que não foi possível precisar. Antes, em 1878, fora Inspetor da Alfândega do Pará. FONTE:- Manual do Empregado da Fazenda.
JOÃO JOSÉ FERNANDES SILVA - Dirigiu a aduana de Salvador em 1895. FONTE:- Diário Oficial da União - MANOEL JANSEN MULLER, As Façanhas de Manoel Pinto da Fonseca, 67..!¢
JOSÉ RAMOS DA SILVA JÚNIOR - Novamente mencionado na chefia da alfândega de Salvador em 1896. FONTE:- Diário Oficial da União.
ANTÔNIO LUSTOSA DE LACERDA MACAHYBA - Inspetor da Alfândega da Bahia em 1896 e 1897. Chefiou também a aduana de Porto Alegre por duas vezes, em 1888 e em 1905. É muito mencionado por Jansen Muller na sua polêmica com Manuel Pinto da Fonseca. FONTES:- MANOEL JANSEN MULLER, As Façanhas de Manoel Pinto da Fonseca, 67.
JOÃO RAMOS DA SILVA - Apesar de ter o nome estropiado no Diário Oficial da União, é certamente José Ramos da Silva Júnior em seu terceiro período na Alfândega de Salvador.. Chefiou a aduana em 1907. FONTE:- Diário Oficial da União.
MANUEL ALVES DA SILVA - Mencionado como Inspetor da Alfândega em Setembro de 1898. Em 19 de Setembro de 1909 foi nomeado Inspetor da Alfândega de Manaus, uma das mais importantes do país na época. FONTE:- Diário Oficial da União.
SEBASTIÃO ANTÔNIO DAS NEVES - Chefiou a aduana de Salvador em 1899. FONTE:- Diário Oficial da União.
HORÁCIO SEABRA -- Possivelmente era aparentado com o célebre político baiano J.J. Seabra. Dirigiu a alfândega da Bahia de 1899 a 1907 e, depois, de 1909 a 1913. FONTE:- Diário Oficial da União.
HORÁCIO SEABRA - Segundo período de Horácio Seabra na Alfândega da Bahia, começando com sua nomeação em 8 de Agosto de 1909 e terminando com sua dispensa em 26 de Junho de 1913.FONTE:- Diário Oficial da União..
ANTÔNIO RUFINO DE ANDRADE LUNA JÚNIOR - Certamente é filho de Antônio de Andrade Luna, que foi Inspetor da Tesouraria de Pernambuco antes de 1860. Luna Júnior foi Inspetor da Alfândega da Bahia, nomeado em 1907.FONTE:- Diário Oficial da União - Horácio Seabra (n. 8/8/1909-disp. 26/6/1913)
MANUEL BERNARDINO DE FIGUEIREDO PORTUGAL - Inspetor da Alfândega do Pará, foi dispensado em 26 de Junho de 1913 para assumir igual posto na aduana de Salvador. Depois, em 1915 foi nomeado Inspetor da Alfândega de Santos. FONTE:- Diário Oficial da União.
ANTÔNIO LENHOFF DE BRITO - Chefiou a aduana da Bahia em 1918. Havia sido Inspetor das alfândegas de Parnaíba, no Piauí, de 1899 a 1902, e de Florianópolis de 1907 até 15 de Julho de 1909. Depois foi Inspetor da Alfândega de Santos em 1927.FONTE:- Diário Oficial da União.
FRANCISCO CASTELLO BRANCO NUNES - Era Inspetor da Alfândega da Bahia em Janeiro de 1923. Em 12 de Setembro desse ano foi nomeado para igual cargo na aduana de Santos. Nomeado Inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro em 25 de dezembro de 1930, ficou no cargo até 1932. Havia sido antes Contador da Delegacia Fiscal do Acre, em 1913 e Inspetor da Alfândega do Pará no mesmo ano. Nomeado Inspetor da Alfândega de Santos por decreto de 12-9-1923. Em 1931 era Inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro. Em 1934 era Diretor da Recebedoria do Distrito Federal. FONTE:- Diário Oficial da União.
CLAUDIANO CLÁUDIO CARNEIRO DA CUNHA. - Nomeado Inspetor da Alfândega de Salvador em 1927, foi dispensado em Novembro de 1930. Havia sido Administrador da Mesa de Rendas de Camocim, no Ceará, em 1917, saindo dela em 14 de Novembro desse ano, para ser Inspetor da aduana de Vitória, no Espírito Santo. De 1918 a 1920 foi Inspetor da Alfândega de Parnaíba, no Piauí. FONTE:- Diário Oficial da União.
JOÃO DA SILVA ALMEIDA - Nomeado Inspetor da Alfândega de Salvador pela primeira vez em 28/11/1930, logo após o triunfo da Revolução Liberal. FONTE: Diário Oficial da União.
JOSÉ SILVEIRA PRIMO -Nomeado em 2 de Janeiro de 1931 para o cargo de Inspetor da Alfândega de Salvador. Na mesma data, entretanto, foi designado para igual cargo no Pará, de onde foi dispensado em 25 de Janeiro de 1932. Seria engano a sua nomeação para Salvador?FONTE:- Diário Oficial da União.
JOÃO DA SILVA ALMEIDA -Novamente nomeado para chefiar a alfândega baiana em 26 de Fevereiro de 1931. FONTE:- Diário Oficial da União.
MANUEL TAVARES GUERREIRO -Nomeado Inspetor da Alfândega da Bahia em 4 de Agosto de 1931. Chefiou também as aduanas de São Francisco do Sul, para a qual foi designado em 9 de Setembro de 1925; de Rio Grande, da qual foi dispensado em 18 de Novembro de 1930, e de Santos, para a qual foi nomeado em 17 de Agosto de 1733, voltando a chefiá-la em 1951. É interessante notar que um seu homônimo foi Juiz da Alfândega de Natal, no Rio Grande do Norte, em 1695. FONTES:- Diário Oficial da União - Documentos Históricos da Biblioteca Nacional, 56:345.
JOÃO AUGUSTO DE ATAÍDE -Era o chefe da alfândega baiana em 1943. Antes, fora Inspetor da Alfândega de Parnaíba, nomeado em 28 de Novembro de 1930, servindo até 31 de Julho de 1931. Em 17 de Maio de 1932 foi nomeado para igual cargo na aduana de Paranaguá. Chegou a ser nomeado Inspetor da Alfândega do Recife, na mesma data em que o foi para a Parnaíba, mas parece que nunca chegou a exercer a chefia em Pernambuco. FONTE:- Diário Oficial da União.
LUÍS BORGES -Inspetor da Alfândega da Bahia em 1945. Depois ocupou igual cargo na aduana de Santos em 1947. FONTES:- Indicador da Administração Federal, 1943 - Diário Oficial da União.
JOSÉ GOMES DE SOUSA FORTE -Inspetor da Alfândega da Bahia em 1948. Em 1943 era Administrador da Mesa de Rendas de Antonina, no Paraná. Em 1945 era Inspetor da Alfândega de Corumbá, em Mato Grosso. Certamente é o mesmo José Gomes de Sousa que foi Inspetor da Alfândega de Santos em 1953. FONTE:- Indicador da Administração Federal - Diário Oficial da União.
RÔMULO SERRANO -Chefiou a Alfândega da Bahia até 10 de Abril de 1964. Antes havia sido Inspetor da aduana de Vitória, no Espírito Santo, de onde foi dispensado em 10 de Junho de 1943. FONTES:- Indicador da Administração Federal, 1943 - Diário Oficial da União.
ANTÔNIO GONÇALVES DE JESUS - Nomeado em 10 de Abril de 1964 para dirigir a alfândega da Bahia, ainda estava no cargo em 1965. FONTE:- Diário Oficial da União.
EMERSON JOSÉ SODRÉ MENDES - Último Inspetor da Alfândega da Bahia e primeiro Delegado da Receita Federal de Salvador, de 1968 a 1970. Depois foi Superintendente da Receita Federal da 5ª Região Fiscal de 1970 a 1974. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 69.
EMERSON JOSÉ SODRÉ MENDES - Último Inspetor da Alfândega da Bahia e primeiro Delegado da Receita Federal de Salvador, de 1968 a 1970. Depois foi Superintendente da Receita Federal da 5a Região Fiscal de 1970 a 1974. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 69.
MANOEL FERNANDES DIAS - Chefiou a aduana, na qualidade de Delegado da Receita Federal em Salvador, de 1975 a 1983. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 69.
EDMUNDO CORDEIRO DE ALMEIDA - Delegado da Receita Federal em Salvador, de 1983 a 1987. A partir de 1990 foi nomeado Superintendente da Receita Federal da 5ª Região Fiscal. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 69.
CARLOS ALBERTO RODRIGUES - Último Delegado da Receita Federal a chefiar a Alfândega de Salvador, de 1987 a 1988. A seguir foi Superintendente da 2ª Região Fiscal, de 1988 a 1990. Já fora Delegado da Receita Federal em Belém, de 1983 a 1985. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 69.
UBIRATAN RODRIGUES - Primeiro Inspetor da Receita Federal no Porto de Salvador, chefiou a aduana de 1989 a 1993. FONTE:- Catálogo de Dirigentes da Receita Federal, 70.
MARILZA TEREZA COELHO - Primeira Inspetora da Alfândega da Bahia depois de restaurada a denominação, a partir de 1993.FONTE:- Diário Oficial da União.