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Legislação do Imposto de Renda Pessoa Física

Legislação do Imposto de Renda Pessoa Física

Esta relação não pretende esgotar a legislação do imposto de renda pessoa física, mas apenas mostrar leis importantes na evolução desse imposto. Para cada lei, há um sumário, que não é necessariamente a ementa. Os regulamentos formam item à parte.

Os verbos foram conjugados no pretérito, seja no perfeito do indicativo, no imperfeito do indicativo, no futuro do indicativo ou no imperfeito do subjuntivo, mesmo para leis que estão em vigor.

1. LEIS ANTERIORES À INSTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA NO BRASIL

Lei nº 317 de 21/10/1843

Criou a contribuição extraordinária para as pessoas que recebessem vencimentos dos cofres públicos gerais.

Decreto nº 349 de 20/04/1844

Regulamentou a cobrança da contribuição extraordinária sobre os vencimentos, lançada pela Lei nº 317 de 21/10/1943.

Lei nº 1.507 de 26/09/1867

Autorizou o governo a alterar o sistema de arrecadação do imposto sobre as indústrias e profissões.

Sujeitou as pessoas ao imposto de 3% sobre os vencimentos superiores a 1:000$000 recebidos dos cofres públicos gerais, provinciais e municipais, inclusive pensionistas e aposentados.

Decreto nº 3.977 de 12/10/1867

Regulou a cobrança do imposto sobre os vencimentos criado pela Lei nº 1.507 de 26/09/1867.

Lei nº 2.321 de 30/12/1910

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1911. Apareceram os impostos sobre subsídios e vencimentos e sobre dividendos dos títulos de companhias ou sociedades anônimas, vinculados ao título "Imposto sobre a renda". Curiosamente sob a rubrica "Imposto sobre a renda" constavam o imposto sobre o consumo de água e o imposto sobre casas de sports de qualquer espécie.

Lei nº 2.719 de 31/12/1912

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1913. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos e dividendos dos títulos de companhias ou sociedades anônimas.

Lei nº 2.841 de 31/12/1913

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1914. Foi mantido um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos e dividendos dos títulos de companhias ou sociedades anônimas.

Lei nº 2.919 de 31/12/1914

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1915. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos, dividendos e prêmios sobre seguros de vida e pecúlio.

Instituiu imposto sobre vencimentos, ordenados, soldo, gratificação, pensão etc de acordo com a seguinte tabela:

De 100$ até 299$ mensais – 8%;

De 300$ até 999$ mensais – 10%;

De 1:000$ mensais ou mais – 15%

Presidente da República, Senadores, Deputados e Ministros de Estados – 20%;

Vice-Presidente da República - 8%.

Lei nº 3.070 de 31/12/1915

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1916. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos, dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio.

Lei nº 3.213 de 31/12/1916

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1917. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio.

Decreto nº 12.437 de 11/04/1917

Aprovou o regulamento para a arrecadação e fiscalização do imposto sobre os juros de créditos ou empréstimos e sobre dividendos das sociedades anônimas e em comandita por ações.

Lei nº 3.446 de 31/12/1917

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1918. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de vencimentos, dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio.

Decreto nº 13.051 de 05/06/1918

Aprovou o regulamento para arrecadação e fiscalização do imposto de 5% sobre dividendos e juros.

Lei nº 3.644 de 31/12/1918

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1919. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio. Não fazia menção à tributação sobre vencimentos.

Lei nº 3.979 de 31/12/1919

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1920. Foi retirado o capítulo dedicado ao imposto sobre a renda, mas dividendos, prêmios sobre seguros de vida e pecúlio estavam vinculados ao capítulo "Imposto sobre a circulação". Não fazia menção à tributação sobre vencimentos.

Decreto nº 14.263 de 15/07/1920

Regulamentou a arrecadação e fiscalização dos impostos sobre a renda. Limitou-se a esclarecer os procedimentos de execução do capítulo sobre o imposto de renda de que tratava a Lei nº 3.979 de 31/12/1919.

Lei nº 4.230 de 31/12/1920

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1921. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio. Já incorporava as regras previstas no Decreto nº 14.263 de 15/07/1920.

Decreto nº 14.729 de 16/03/1921

Aprovou o regulamento para a arrecadação e fiscalização do imposto sobre a renda. O imposto sobre a renda não havia ainda sido oficialmente instituído no Brasil. A incidência era bem limitada. A fiscalização do imposto era atribuição geral da Diretoria da Receita Pública do Tesouro Nacional.

Era composto de quatro títulos:

  1. Dos impostos sobre a renda;
  2. Da fiscalização;
  3. Das penalidades;
  4. Dos recursos.

    O imposto sobre a renda incidia sobre:

    1) dividendos ou qualquer produto de ações;

    2) juros de obrigações e de debêntures;

    3) lucro líquido das sociedades por quotas de responsabilidade limitada;

    4) lucro líquido das casas bancárias e das casas de penhores;

  5. bonificação ou gratificação aos diretores, presidentes de companhias, empresas ou sociedades anônimas;
  6. juros dos créditos ou empréstimos garantidos por hipoteca;
  7. prêmios de seguros marítimos e terrestres;
  8. prêmios de seguros de vida e pecúlio;
  9. lucros fortuitos como valores distribuídos em sorteio;
  10. lucro líquido da indústria fabril;
  11. lucro líquido do comércio.

Lei nº 4.440 de 31/12/1921

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1922. Havia um capítulo dedicado ao imposto sobre a renda que tratava da tributação de dividendos, de prêmios sobre seguros de vida e pecúlio.

2. LEIS MARCANTES NOS 80 ANOS DE IMPOSTO DE RENDA NO BRASIL

Lei nº 4.625 de 31 /12/1922

Instituiu o imposto sobre a renda no país.

Isentou a renda anual inferior a 6:000$ (seis contos de réis).

Definiu que o imposto seria arrecadado por lançamento, servindo de base a declaração do contribuinte, revista pelo agente do fisco e com recurso para autoridade administrativa superior ou para arbitramento.

Providenciou que o Poder Executivo expedisse regulamentos e instruções e executasse as medidas necessárias ao lançamento de forma que a arrecadação se tornasse efetiva em 1924.

Lei nº 4.783 de 31/12/1923

Criou quatro categorias para os rendimentos produzidos no país:

1ª categoria- Comércio e qualquer exploração industrial, exclusive agrícola;

2ª categoria - Capitais e valores mobiliários;

3ª categoria - Ordenados públicos e particulares, subsídios, emolumentos, gratificações, bonificações, pensões e remunerações sob qualquer título e forma contratual;

4ª categoria - Exercício de profissões não comerciais e não compreendidas em categoria anterior.

Proibiu aos agentes fiscais solicitar a exibição de livros de contabilidade, documentos de natureza reservada ou esclarecimentos, devassando a vida privada.

Criou taxas de imposto sobre os rendimentos de cada uma das categorias, que atingiam 8% para rendimentos superiores a 500:000$. Aumentou a isenção para 10:000$.

Decreto nº 16.580 de 04/09/1924

Aprovou o regulamento para o serviço de arrecadação do imposto sobre a renda.

Definiu que o serviço de arrecadação compreendia os trabalhos de lançamento, os serviços de recurso e os trabalhos de arrecadação do imposto e de fiscalização.

Criou a Delegacia Geral do Imposto de Renda como órgão maior da administração do imposto.

Dividiu a Delegacia em três áreas: 1ª Divisão, para organização, revisão e ao aperfeiçoamento do imposto de renda, 2ª Divisão, para administração do imposto e a Secretaria para execução dos trabalhos de expediente das duas divisões.

Criou Delegacias Fiscais e repartições arrecadadoras nos Estados e no Distrito Federal.

Previu Conselho de Contribuintes em cada Estado e no Distrito Federal, constituído por cinco membros e escolhidos entre contribuintes do comércio, indústria, profissões liberais e funcionários públicos, todos de reconhecida idoneidade.

Decreto nº 16.838 de 24/03/1925

Aprovou modificações no regulamento do imposto de renda expedido com o Decreto nº 16.581 de 4 de setembro de 1924.

Adiou o prazo de entrega da declaração de rendimentos de 1º de abril para 1º de junho.

No Distrito Federal, o pagamento do imposto foi adiado para começar em 1º de setembro, mas nos Estados devia ser feito no ato de entrega da declaração.

Lei nº 4.984 de 31/12/1925

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil.

Definiu que as pessoas físicas pagariam o imposto dividido em duas partes, uma proporcional e variável com a categoria dos seus rendimentos e a outra complementar e progressiva, recaindo sobre a renda global.

A parte proporcional do imposto referia-se aos rendimentos derivados das seguintes categorias:

1ª categoria - Comércio e qualquer exploração industrial, inclusive a agrícola e a das indústrias extrativas vegetal e animal;

2ª categoria - Capitais e valores mobiliários;

3ª categoria - Ordenados públicos e particulares, subsídios, emolumentos, gratificações, bonificações, pensões e remunerações sob qualquer título e forma contratual;

4ª categoria - Exercício de profissões não comerciais e não compreendidas em categoria anterior;

5ª categoria – capitais imobiliários.

Estabeleceu as seguintes taxas proporcionais:

1ª categoria – 3%;

2ª categoria – 5%;

3ª categoria – 1%;

4ª categoria – 2%.

Estabeleceu a tabela do imposto complementar e progressivo sobre a renda global líquida das pessoas físicas, com alíquota até 10%.

Instituiu as deduções de:

Decreto nº 5.020 de 03/09/1926

Alterou a data de entrega das declarações do imposto sobre a renda, no exercício de 1926, de 1º de junho para 1º de novembro de 1926.

Decreto nº 5.050 de 04/11/1926

Determinou que gozassem do abatimento de 75% sobre a totalidade do imposto sobre a renda os contribuintes que fizessem declaração de rendimentos até 30 de novembro de 1926 e efetuassem o devido pagamento até 31 de dezembro de 1926.

Decreto nº 5.138 de 05/01/1927

Autorizou o abatimento de 50% no imposto devido pelo contribuinte.

Decreto nº 17.852 de 29/06/1927

Autorizou o recebimento até 1º de setembro de 1927, sem multa, das declarações de imposto sobre a renda do exercício de 1927, quando fosse paga a totalidade do imposto devido no ato de entrega .

Decreto nº 19.482 de 12/12/1930

Instituiu durante o exercício de 1931 imposto de emergência sobre vencimentos de todos funcionários da União, civis e militares, quer fossem titulados, comissionados, contratados, mensalistas ou diaristas, na proporção de ½% (meio por cento) para os vencimentos, gratificações, mensalidades ou salários até 500$, 1% (um por cento) para mais de 500$ e até 1:000$ e 2% (dois por cento) para mais de 1:000$.

Ressaltou que não estavam isentos do imposto os magistrados federais de qualquer categoria.

Determinou que o desconto das importâncias relativas ao imposto fosse consignado nas folhas de pagamento.

Decreto nº 19.550 de 31/12/1930

Orçou a Receita Geral da República dos Estados Unidos do Brasil.

Elevou a taxa proporcional de rendimentos de 2ª categoria para 8%.

Criou a taxa proporcional de 5% para rendimentos de 5ª categoria.

Aumentou a maior alíquota da tabela progressiva para 15%.

Decreto nº 19.723 de 20/02/1931

Instituiu normas para a declaração de espólio.

Determinou que, enquanto não se realizasse a partilha, o espólio pagaria o tributo.

Definiu que a renda do espólio não estava sujeita ao imposto complementar progressivo nem à isenção na base do valor de 10:000$000, considerada como mínimo de subsistência.

Estabeleceu que o direito de proceder ao lançamento do imposto de renda e o de cobrá-lo nos casos em que não fosse cabível o processo de lançamento extinguiam-se cinco anos depois da expiração do ano financeiro a que correspondesse o imposto.

Estabeleceu que o direito de cobrar a dívida fiscal resultante do imposto de renda prescrevesse em cinco anos, contados da expiração do que se tornasse exigível pela notificação de lançamento.

Decreto nº 20.045 de 27/05/1931

Dispôs que o pagamento do imposto sobre a renda fosse feito em três quotas iguais, quando a contribuição excedesse a 500$, podendo a primeira quota ser inferior a essa quantia.

Decreto nº 21.554 de 20/06/1932

Determinou que o abatimento de despesas relativas aos encargos de família, à razão de 3:000$ por pessoa, restrita a dedução ao outro cônjuge, filhos menores ou inválidos, filhas solteiras ou viúvas, fosse permitido desde que essas pessoas não tivessem rendimentos próprios ou, se os tivessem, tais rendimentos fossem incluídos na declaração do chefe da família.

Estabeleceu que, quando os cônjuges fizessem separadamente declarações de rendimentos, somente o marido poderia fazer a dedução de encargos de família e restrita aos filhos na constância da sociedade conjugal. Dissolvida esta, competiria a cada cônjuge a dedução relativa aos filhos que tivessem a seu cargo.

Definiu o dia 30 de junho como prazo para os estabelecimentos bancários prestarem informação de todos os juros pagos ou creditados a particulares, que excedessem de 1:000$, com as indicações do endereço da pessoa a que pertencessem. As informações de juros inferiores a essa quantia só seriam prestadas mediante exigência da autoridade fiscal, em casos concretos.

Decreto nº 22.828 de 14/06/1933

Cancelou todas as dívidas do imposto de renda referente a exercícios anteriores a 1931, inclusive as já em cobrança executiva, desde que, quanto a estas, não tivesse havido penhora ou depósito.

Decreto nº 23.841 de 07/02/1934

A Delegacia Geral do Imposto sobre a Renda passou a denominar-se Diretoria do Imposto de Renda.

Decreto nº 24.036 de 26/03/1934

Criou a Direção Geral da Fazenda Nacional.

Reorganizou os serviços gerais da Fazenda Nacional.

Atribuiu ao Tesouro Nacional a função de departamento central da administração superior da Fazenda.

Incluiu a Diretoria do Imposto de Renda como repartição auxiliar e dependente do Tesouro Nacional.

Decreto nº 24.762 de 14/07/1934

Prorrogou por 60 dias o prazo para apresentação, no exercício de 1934, da declaração de rendimentos, independente de multa.

Decreto nº 24.763 de 14/07/1934

Aprovou as instruções para a organização e funcionamento das instâncias coletivas de julgamentos de recursos fiscais.

Lei nº 183 de 13/01/1936

Alterou a tabela progressiva para apuração do imposto. O limite de isenção permaneceu em rendimentos tributáveis até 10:000$000. A alíquota mais elevada atingiu 18% para rendimentos superiores a 500:000$000.

Decreto nº 699 de 18/03/1936

Aprovou o regulamento sobre a execução dos serviços da Diretoria do Imposto de Renda.

Dividiu a Diretoria do Imposto de Renda no Distrito Federal em seis seções:

    1. gabinete;
    2. cadastro;
    3. lançamento;
    4. recepção;
    5. revisão;
    6. secretaria.

Decreto-lei nº 1.168 de 22/03/1939

Instituiu o serviço permanente de fiscalização, em todo o território nacional, a cargo de um corpo de peritos contadores.

Alterou a tabela progressiva para apuração do imposto.

Decreto-lei nº 1.564 de 05/09/1939

Confirmou os textos de lei que sujeitaram ao imposto de renda os vencimentos pagos pelos cofres públicos estaduais e municipais, ficando sem efeito as decisões do Supremo Tribunal Federal e de quaisquer outros tribunais e juizes que tenham declarado a inconstitucionalidade desses mesmos textos.

Decreto-lei nº 1.568 de 06/09/1939

Incorporou a carreira de Perito-contador do Ministério da Fazenda à de contador.

Decreto-lei nº 1.847 de 07/12/1939

Reorganizou os quadros do Ministério da Fazenda.

Decreto- lei nº 2.027 de 21/02/1940

Criou a Comissão de reorganização dos serviços da Diretoria do Imposto de Renda.

Atribuiu à comissão poderes para elaborar projetos de decreto-lei orgânico, regulamentos e regimentos e promover a instalação da nova repartição e seu funcionamento.

Decreto-lei nº 2164 de 02/05/1940

Determinou que os artistas estrangeiros ou nacionais residentes no exterior, quando no desempenho de missão artística no território nacional, em período não superior a doze meses, passasse a pagar imposto de renda sobre os proventos de seus trabalhos artísticos com a redução de 50% da taxa prevista no art. 174 do regulamento do imposto sobre a renda então vigente.

Decreto-lei nº 3.200 de 19/04/1941

Dispôs sobre a organização e proteção da família.

Estabeleceu que os contribuintes do imposto de renda, solteiros ou viúvos sem filho, maiores de vinte e cinco anos, pagariam o adicional de 15%, e os casados, também maiores de vinte e cinco anos, sem filho, pagassem o adicional de 10% sobre a importância a que estivessem obrigados do mesmo imposto. Os contribuintes do imposto de renda maiores de quarenta e cinco anos, que tivessem um só filho, pagariam o adicional de cinco por cento sobre a importância do mesmo imposto a que estivessem sujeitos.

Definiu que, para os efeitos do pagamento do imposto, os contribuintes ficariam obrigados a indicar nas declarações, a partir do exercício de 1941, a respectiva idade.

Decreto-lei nº 4.042 de 22/01/1942

Transformou a Diretoria do Imposto de Renda em Divisão do Imposto de Renda, com sede no Distrito Federal e diretamente subordinada ao Diretor Geral da Fazenda Nacional.

Organizou os Serviços da Divisão do Imposto de Renda, que passou a ser composto de:

  1. Serviço de Administração;
  2. Serviço de Controle e Estatística;
  3. Serviço de Tributação.

Decreto nº 8.758 de 13/02/1942

Aprovou o regimento da Divisão de Imposto de Renda.

Decreto nº 9.423 de 20/05/1942

Aprovou o regimento da Divisão de Imposto de Renda em substituição ao Decreto nº 8.758 de 13/02/1942.

Decreto-lei nº 4.583 de 13/08/1942

Dispôs sobre a arrecadação nas fontes do imposto de renda sobre quotas-partes de multas.

Decreto-lei nº 4.789 de 05/10/1942

Autorizou a emissão de Obrigações de Guerra.

Determinou que, a partir de janeiro de 1943, todos os contribuintes do imposto de renda recolheriam uma importância igual ao imposto a que estivessem sujeitos no último exercício, para subscrição compulsória de Obrigações de Guerra.

Decreto-lei nº 5.291 de 01/03/1943

Prorrogou o prazo de recolhimento compulsório para aquisição das Obrigações da Guerra pelos segurados dos Institutos e Caixas de Aposentadoria e Pensões.

Decreto-lei nº 8.430 de 24/12/1945

Reajustou a tabela progressiva para cálculo do imposto.

Elevou o abatimento de encargos de família para Cr$8.000,00 anuais para o outro cônjuge e de Cr$4.000,00 anuais para cada filho menor ou inválido ou filha solteira ou viúva sem arrimo.

Decreto-lei nº 9.138 de 05/04/1946

Suspendeu a subscrição compulsória de Obrigações de Guerra.

Decreto-lei nº 9.330 de 10/06/1946

Instituiu imposto sobre lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

O imposto era devido pelas pessoas físicas à razão da taxa de oito por cento sobre a diferença entre o valor de venda e o custo do imóvel para o vendedor, permitidas, mediante comprovação, as seguintes deduções:

  1. imposto de transmissão pago pelo vendedor, quando da aquisição do imóvel;
  2. benfeitorias e juros dos empréstimos para a sua realização;
  3. comissões pagas para efeito da transação.

O vendedor podia também abater as percentagens a seguir, calculadas sobre a diferença entre o valor da venda e o custo do imóvel e das benfeitorias:

    1. 2%, quando o imóvel tivesse sido adquirido nos dois últimos anos em que se realizasse a transação;
    2. 5%, quando esse prazo fosse superior a dois anos, não excedendo, porém a cinco anos;
    3. 10%, quando esse prazo fosse superior a cinco anos, não excedendo porém de dez anos;
    4. 15%, quando esse prazo fosse superior a dez anos.

Lei nº 154 de 25/11/1947

Retirou da tributação na cédula "D" os rendimentos de professor, jornalista, escritor, pintor, escultor e as importâncias correspondentes a direitos autorais.

Permitiu a dedução de diárias e ajudas de custo pagas pelos cofres públicos.

Criou a cédula "H" para classificar os rendimentos de todas as ocupações lucrativas, não incluídas nas cédulas anteriores, inclusive os percebidos de sociedade em conta de participação, de locação e sublocação de móveis, de sublocação de imóveis e da exploração de marcas de indústrias e comércio, quando o possuidor auferisse lucros sem que as explorasse diretamente.

Elevou o abatimento de encargos de família de Cr$8.000,00 para Cr$12.000,00 anuais para o outro cônjuge e de Cr$4.000,00 para Cr$6.000,00 anuais para cada filho menor ou inválido ou filha solteira ou viúva sem arrimo.

Tornou lícito ao contribuinte deduzir como encargo de família à base de Cr$6.000,00 cada criança pobre que crie e eduque, desde que não reinassem as condições jurídicas para adotá-la.

Permitiu que fossem abatidos da renda bruta os pagamentos feitos a médicos e dentistas pelo contribuinte ou pessoas compreendidas como encargos de família, desde que tais pagamentos fossem especificados e comprovados, a juízo da autoridade lançadora, com indicação do nome e endereço de quem os recebesse. Esse abatimento era facultado ao contribuinte de renda bruta não superior a Cr$120.000,00 anuais.

Elevou a taxa proporcional da cédula "B" de 8% para 10% e incluiu na cédula "H" a taxa de 5%.

Facultou a qualquer dos cônjuges no regime de comunhão de bens apresentar declaração em separado relativamente aos rendimentos do trabalho bem como dos provenientes de bens gravados com as cláusulas de incomunicabilidade, inalienabilidade e impenhorabilidade.

Aumentou o limite de isenção da taxa progressiva de Cr$12.000,00 para Cr$24.000,00 e elevou a alíquota máxima de 20% para 50%.

Passou de Cr$100,00 para Cr$500,00 o valor mínimo do imposto devido pelas pessoas físicas para pagamento em quatro quotas.

Facultou ao contribuinte, que apresentasse a declaração de rendimentos e efetuasse no ato o pagamento integral do imposto, o desconto de:

  1. 5% se pagamento fosse efetuado no mês de janeiro;
  2. 3% se pagamento fosse efetuado no mês de fevereiro;
  3. 1% se pagamento fosse efetuado no mês de março.

Aumentou de 25 para 50% o percentual das multas efetivamente arrecadadas, com exceção das de mora, a que tinham direito os servidores lotados e com efetivo exercício na Divisão do Imposto de Renda e repartições subordinadas.

Lei nº 1.474 de 26/11/1951

Aumentou o limite de isenção da taxa progressiva de Cr$24.000,00 para Cr$30.000,00.

Elevou o abatimento de encargos de família para Cr$20.000,00 anuais para o outro cônjuge e de Cr$10.000,00 anuais para cada filho menor ou inválido ou filha solteira ou viúva sem arrimo.

Instituiu nos exercícios de 1952 a 1956, inclusive, um adicional calculado sobre as importâncias devidas pelas pessoas físicas a partir de Cr$10.000,00 à taxa de 15% sobre o montante do imposto a pagar. O montante do adicional constituía fundo especial, com personalidade contábil, e aplicado na execução de programas de reaparelhamento de portos e ferrovias, aumento da capacidade de armazenamento, frigoríficos e matadouros, elevação do potencial de energia elétrica e desenvolvimento de indústrias básicas e de agricultura.

Lei nº 1.628 de 20/07/1952

Criou, sob a jurisdição do Ministério da Fazenda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), para atuar também, como agente do governo, nas operações financeiras que se referiam ao aparelhamento e ao fomento da economia nacional. O BNDE recebia os recursos provenientes da cobrança, pelo Tesouro Nacional, dos adicionais tratados no art. 3º da Lei nº 1.474 de 26/11/1951 (empréstimo compulsório para contribuintes do imposto de renda).

Lei nº 2.136 de 14/12/1953

Elevou o abatimento de encargos de família de Cr$20.000,00 para Cr$30.000,00 anuais para o outro cônjuge e de Cr$10.000,00 para Cr$15.000,00 anuais para cada filho menor ou inválido ou filha solteira ou viúva sem arrimo.

Lei nº 2.214 de 02/06/1954

Dispôs sobre a substituição de comprovantes de contribuição para subscrição compulsória de Obrigações de Guerra.

Lei nº 2.354 de 29/11/1954

Instituiu o desconto na fonte do trabalho assalariado.

Os rendimentos do trabalho provenientes do exercício de empregos, cargos e funções, quando inferiores a Cr$10.000,00 mensais, estavam sujeitos ao desconto de imposto na fonte, no ato do respectivo pagamento. Podiam ser deduzidas do imposto total apurado na declaração as importâncias descontadas na fonte, quando os contribuintes tivessem rendimentos de mais de uma fonte ou de outra natureza que não do trabalho.

Aumentou o limite de isenção da taxa progressiva de Cr$30.000,00 para Cr$50.000,00.

Lei nº 2.862 de 04/09/1956

Reajustou a tabela progressiva, nas declarações a partir de 1º de janeiro de 1957.

Aumentou o valor de abatimento de encargos de família de Cr$30.000,00 para Cr$50.000,00 anuais, para o outro cônjuge, e de Cr$15.000,00 para Cr$25.000,00 para cada filho menor ou inválido, filha solteira, viúva sem arrimo ou abandonada sem recursos pelo marido, descendente menor ou inválido sem arrimo dos pais.

Determinou que, enquanto não fossem criados os cargos de Agentes Fiscais do Imposto de Renda, as suas funções continuariam a ser exercidas pelos contadores e oficiais administrativos para esse fim já designados.

Lei nº 2.973 de 26/11/1956

Prorrogou por dez anos, contados a partir do exercício de 1957, a vigência do empréstimo compulsório do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) cobrado sob a forma de adicional do imposto de renda estabelecida na Lei nº 1.474 de 26 de novembro de 1951.

O adicional passou a ser cobrado sobre a totalidade do imposto de renda devido, quando fosse superior a Cr$ 20.000,00, no caso da pessoa física, em cada exercício na seguinte base:

  1. até Cr$250.000,00, 15% de adicional;
  2. acima de Cr$250.000,00 e até Cr$1.000.000,00, 20% de adicional;
  3. acima de Cr$1.000.000,00, 25% de adicional.

Decreto nº 41.434 de 25/04/1957

Criou a Comissão de Reorganização dos Serviços do Imposto de Renda.

Os trabalhos da comissão deviam ficar prontos no prazo de 180 dias contados da data em que ficasse constituída.

Lei nº 3.470 de 28/11/1958

Criou a carreira de Agente Fiscal do Imposto de Renda, integrando o quadro permanente do Ministério da Fazenda.

Permitiu que se deduzisse na cédula "D" despesa relacionada com a atividade profissional realizada no decurso do ano-base e necessária à percepção do rendimento e à manutenção da fonte pagadora. Essa dedução não podia exceder 40% do rendimento bruto declarado na cédula, salvo se o contribuinte demonstrasse a exatidão dos rendimentos e das despesas.

Decreto nº 45.150 de 31/12/1958

Dispôs sobre a remuneração dos Agentes Fiscais do Imposto de Renda.

Lei nº 3.830 de 25/11/1960

Dispôs sobre deduções da renda bruta das pessoas físicas para efeito de cobrança do imposto de renda.

Lei nº 3.898 de 19/05/1961

Reajustou em cada exercício o limite mínimo de isenção do imposto de renda das Pessoas Físicas, os abatimentos relativos aos encargos de família, os limites das classes de renda para incidência das alíquotas progressivas e a tabela no desconto na fonte do imposto sobre os rendimentos do trabalho, vinculando-os ao salário mínimo.

Fixou o limite mínimo da isenção em importância equivalente a vinte e quatro vezes o valor do salário mínimo mais elevado vigente no país no ano anterior ao que o imposto fosse devido.

Fixou o abatimento relativo ao encargo de família na razão da metade do limite mínimo de isenção para o outro cônjuge e ¾ partes do limite do outro cônjuge para cada dependente.

Decreto nº 50.966 de 17/07/1961

Regulamentou os serviços da fiscalização do Imposto de Renda.

Lei nº 4.069 de 11/06/1962

Criou a declaração de bens, como parte integrante da declaração de rendimentos da pessoa física, com uma relação pormenorizada, segundo modelo oficial, dos bens imóveis e móveis que, no país ou no estrangeiro, constituíssem, no ano-base, o patrimônio do contribuinte e de seus dependentes.

Incluiu na cédula "H" as quantias correspondentes ao acréscimo do patrimônio da pessoa física, quando a repartição lançadora comprovasse que esses aumentos não correspondiam aos rendimentos declarados, salvo se provasse que o acréscimo patrimonial tivesse origem em rendimentos não-tributáveis.

Instituiu empréstimo público de emergência, de caráter compulsório, devido no exercício financeiro de 1962. O Empréstimo Público de Emergência era subscrito obrigatoriamente pelos contribuintes do Imposto de Renda, na base de 20% sobre o imposto devido das pessoas físicas de renda líquida tributável superior a Cr$3.000.000,00 e sobre o imposto de lucro imobiliário e outros arrecadados na fonte, exceto o de rendimento do trabalho.

O fundo relativo ao Empréstimo Público de Emergência devia ser distribuído, proporcionalmente, aos municípios de diversos Estados, excluídos os das capitais, em bases proporcionais às populações respectivas, para o financiamento de casas distribuídas aos trabalhadores em geral.

Lei nº 4.154 de 28/11/1962

Aumentou a alíquota da tabela progressiva para até 65%, a partir do exercício financeiro de 1963.

Lei nº 4.242 de 17/07/1963

Instituiu nos exercícios de 1963 a 1965 empréstimo compulsório que seria arrecadado com base nos rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte e em todos os rendimentos da pessoa física.

No caso de rendimentos classificáveis na declaração de rendimentos de pessoas físicas, o montante do empréstimo era calculado de acordo com tabela constante no anexo da Lei.

Lei nº 4.357 de 16/07/1964

Revogou a partir do exercício financeiro de 1965 a cobrança dos adicionais de proteção à família criados pelo Decreto-lei nº 3.200 de 19 de abril de 1941.

Incluiu como abatimento da renda bruta das pessoas físicas as despesas realizadas com a instrução do contribuinte e do seu cônjuge, filhos e menores de dezoito anos, que criasse e educasse, e que não apresentasse declaração de rendimentos em separado, até o limite de 20% da renda bruta declarada, desde que os comprovantes do efetivo pagamento fossem apensados à declaração de rendimentos.

Emenda Constitucional nº 9 de 22/07/1964

Tributou os rendimentos de professores, jornalistas e magistrados.

Lei nº 4.480 de 14/11/1964

Regulou a tributação pelo Imposto de Renda dos direitos de autor, da remuneração dos professores e jornalistas e dos vencimentos dos magistrados.

Lei nº 4.502 de 30/11/1964

Definiu sonegação, fraude e conluio.

Lei nº 4.503 de 30/11/1964

Instituiu o Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) no qual obrigatoriamente deviam registrar as firmas individuais e demais pessoas jurídicas de direito privado.

Criou o Departamento de Arrecadação diretamente subordinado à Direção Geral da Fazenda Nacional.

Lei nº 4.506 de 30/11/1964

A Divisão de Imposto de Renda passou a denominar-se Departamento do Imposto de Renda, que contava, para o exercício de suas atribuições, com Delegacias e Inspetorias, regionais e seccionais.

Determinou que, a partir do exercício financeiro de 1965, os valores expressos em cruzeiros na legislação do imposto de renda seriam atualizados anualmente em função de coeficiente de correção monetária estabelecida pelo Conselho Nacional de Economia, desde que os índices gerais de preços se elevassem acima de 10% ao ano ou de 15% em um triênio.

Isentou do imposto os rendimentos do trabalho auferidos por:

  1. servidores diplomáticos de governos estrangeiros;
  2. servidores de organismos internacionais de que o Brasil fizesse parte e aos quais se tenha obrigado por tratado ou convênio a conceder isenção;
  3. servidor não-brasileiro de embaixada e repartições oficiais de outros países no Brasil, desde que no país de sua nacionalidade fosse assegurado igual tratamento a brasileiros que ali exercessem idênticas funções.

Estendeu o desconto do imposto de renda na fonte para as importâncias superiores a Cr$100.000,00 pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a pessoas físicas, em cada mês, a título de comissões, corretagens, gratificações, honorários ou remunerações por qualquer serviço prestado quando o beneficiário não fosse diretor, sócio ou empregado da fonte pagadora.

Sujeitou ao desconto na fonte de 10% as importâncias pagas ou creditadas mensalmente pelas pessoas jurídicas a pessoas físicas a título de aluguéis.

Determinou que ficassem sujeitos ao imposto de 30%, mediante desconto da fonte pagadora, os lucros decorrentes de prêmios em dinheiro obtidos em loterias, mesmo as de finalidade assistencial, inclusive as exploradas diretamente pelo Estado, concursos desportivos em geral, compreendidos os de turfe e sorteios de qualquer espécie, exclusive os de antecipação nos títulos de capitalização e os de amortização e resgate das ações das sociedades anônimas.

Revogou a partir do exercício financeiro de 1965, inclusive, a cobrança dos adicionais criados pela Lei nº 1.474 de 26 de novembro de 1951.

Revogou a taxa proporcional do imposto cedular.

Decreto nº 55.770 de 19/02/1965

Estabeleceu, para fins de descentralização dos serviços a cargo do Ministério da Fazenda, fixação de área de jurisdição e sede de seus órgãos regionais, dividindo o país em dez regiões fiscais, assim distribuídas:

  1. 1ª Região: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.

    Sede: Brasília.

     

  2. 2ª Região: Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre e Rondônia.

    Sede: Belém.

     

  3. 3ª Região: Maranhão, Piauí e Ceará.

    Sede: Fortaleza.

     

  4. 4ª Região: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Fernando de Noronha.

    Sede: Recife.

     

  5. 5ª Região: Sergipe e Bahia.

    Sede: Salvador.

     

  6. 6ª Região: Minas Gerais.

    Sede: Belo Horizonte.

     

  7. 7ª Região: Espírito Santo, Rio de Janeiro e Guanabara.

    Sede: Guanabara.

     

  8. 8ª Região: São Paulo.

    Sede: São Paulo.

     

  9. 9ª Região: Paraná e Santa Catarina.

    Sede: Curitiba.

     

  10. 10ª Região: Rio Grande do Sul.

Sede: Porto Alegre.

Decreto nº 55.771 de 19/02/1965

Aprovou o Regimento do Departamento de Arrecadação.

Lei nº 4.621 de 30/04/1965

Sujeitou, durante o exercício de 1965, todas as pessoas que recebessem dos cofres públicos ou particulares qualquer espécie de remuneração classificável na cédula "C" da declaração de rendimentos como rendimento do trabalho em importância superior a Cr$600.000,00 mensais à subscrição compulsória de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional, intransferíveis pelo prazo de três anos.

O montante da subscrição compulsória era calculado por faixas de rendimentos, cumulativamente, de acordo com a seguinte tabela:

  1. de 600.001 a 800.000, subscrição de 10% da faixa de remuneração mensal;
  2. de 800.001 a 1.000.000, subscrição de 20% da faixa de remuneração mensal;
  3. de 1.000.001 em diante, subscrição de 30% da faixa de remuneração mensal.

Decreto nº 56.284 de 14/05/1965

Regulamentou a subscrição compulsória de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional criada pela Lei nº 4.621 de 30 de abril de 1965.

Lei nº 4.729 de 14/07/1965

Definiu o crime de sonegação fiscal.

Lei nº 4.862 de 29/11/1965

Reduziu, no exercício de 1966, para 50% a alíquota máxima do imposto progressivo, devido anualmente pelas pessoas físicas residentes ou domiciliadas no Brasil.

A partir do exercício financeiro de 1967, os limites das classes de renda líquida seriam atualizados, anualmente, em função de coeficientes de correção monetária estabelecidos pelo Conselho Nacional de Economia.

Determinou que a partir do exercício financeiro de 1966, inclusive, o abatimento de encargos de família fosse calculado à razão da metade da importância do limite mínimo de isenção do imposto progressivo para o outro cônjuge e de idêntica importância para cada um dos filhos ou dependente.

Permitiu que as repartições lançadoras do imposto de renda instituíssem o Registro das Pessoas Físicas, no qual seriam inscritas as pessoas físicas obrigadas a apresentar declaração de rendimentos e de bens.

Emenda Constitucional nº 18 de 01/12/1965

Alterou o sistema tributário nacional.

Lei nº 5.106 de 02/09/1966

Possibilitou que a pessoa física abatesse da renda bruta as importâncias comprovadamente aplicadas em florestamento ou reflorestamento e relativas ao ano-base do exercício financeiro em que o imposto fosse devido.

Lei nº 5.172 de 25/10/1966

Dispôs sobre o Sistema Tributário Nacional e instituiu normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.

Decreto-lei nº 94 de 30/12/1966

Revogou a partir de 1º de janeiro de 1967, o Decreto-lei nº 9.330 de 10 de junho de 1946 e demais dispositivos legais sobre tributação de lucros apurados pelas pessoas físicas na alienação de propriedades imobiliárias ou de direito à aquisição de imóveis, ressalvado o disposto no artigo 41 da Lei nº 4.506 de 30 de novembro de 1964.

Decreto-lei nº 157 de 10/02/1967

Concedeu aos contribuintes do imposto de renda a faculdade de oferecer recursos às instituições financeiras que os aplicariam na compra de ações e debêntures.

Facultou à pessoa física pagar o imposto devido em cada exercício com redução de dez por cento desde que aplicasse em data que precedesse à do vencimento da notificação do imposto de renda soma equivalente na efetivação do depósito ou na aquisição dos "certificados de compra de ações" vendidos pelos Bancos de Investimento, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento e as Sociedades Corretoras, membros das Bolsas de Valores, autorizados pelo Banco Central da República do Brasil.

Decreto nº 63.659 de 20/11/1968

Definiu a estrutura e as atribuições da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

A Direção Geral da Fazenda Nacional passou a denominar-se Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Decreto-lei nº 401 de 30/12/1968

Transformou o Registro das Pessoas Físicas, criado pela Lei nº 4.862 de 29 de novembro de 1965 no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Reajustou os valores da tabela do imposto progressivo.

Decreto-lei nº 484 de 03/03/1969

Alterou dispositivos do Decreto-lei nº 401 de 30 de dezembro de 1968.

Decreto-lei nº 515 de 07/04/1969

Equiparou às pessoas jurídicas, para os efeitos de cobrança do imposto de renda, as pessoas naturais, como empresas individuais, que praticassem operações imobiliárias com o fim de lucro.

Decreto-lei nº 880 de 18/09/1969

Instituiu o Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo.

Permitiu ao contribuinte do imposto sobre a renda residente ou domiciliado no Estado do Espírito Santo aplicar no Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo aplicar os incentivos instituídos pelo Decreto-lei nº 157 de 10/02/1967.

Decreto-lei nº 902 de 30/09/1969

Dispôs sobre a forma de tributação pelas pessoas físicas dos rendimentos da exploração agrícola ou pastoril.

Decreto-lei nº 1.060 de 21/10/1969

Obrigou a declarar ao Banco Central do Brasil, na forma, limites e condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, os bens e valores que possuíssem no exterior, podendo ser exigida justificação dos recursos aplicados na sua aquisição.

Conceituou apropriação indébita e depositário infiel.

Decreto-lei nº 1.198 de 27/12/1971

Reajustou a tabela do imposto progressivo dos rendimentos do trabalho assalariado sujeitos ao desconto na fonte.

Limitou o abatimento de juros de dívidas pessoais a 6% da renda bruta ou a Cr$3.024,00, se ultrapassasse esse percentual.

Decreto nº 70.235 de 06/03/1972

Dispôs sobre o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal.

Decreto-lei nº 1.301 de 31/12/1973

Dispôs sobre a tributação separada dos rendimentos do casal.

Decreto-lei nº 1.338 de 23/07/1974

Definiu as regras, a partir do exercício financeiro de 1975, ano-base de 1974, para benefícios fiscais concedidos a pessoas físicas domiciliadas no país e correspondentes a aplicações financeiras em investimentos de interesse econômico ou social bem como os pertinentes aos rendimentos deles derivados.

Decreto-lei nº 1.381 de 23/12/1974

Equiparou às pessoas jurídicas, para os efeitos de cobrança do imposto sobre a renda, as pessoas físicas que, como empresas individuais, praticassem as seguintes operações imobiliárias:

Decreto-lei nº 1.424 de 03/11/1976

Instituiu a tributação simplificada. A partir do exercício de 1976, a pessoa física com rendimento bruto anual não superior a Cr$108.000,00, do qual pelo menos 90% fosse classificado na cédula "C" da declaração de rendimentos, podia efetuar desconto padrão de até 20% do rendimento bruto total, independentemente de comprovação e de indicação da espécie de despesa. O desconto padrão substituía as deduções cedulares e os abatimentos legalmente sujeitos a limite em relação à renda bruta.

Alterou a tabela progressiva do imposto sobre a renda devido pelas pessoas físicas.

Decreto-lei nº 1.493 de 07/12/1976

Elevou o limite para a pessoa física utilizar formulário simplificado de declaração de rendimentos e efetuar desconto padrão de até 25% para a pessoa física com rendimentos brutos anuais classificados na cédula "C" não superiores a Cr$200.000,00.

Reajustou a tabela do imposto progressivo dos rendimentos do trabalho assalariado sujeitos ao desconto na fonte.

Decreto-lei nº 1.494 de 07/12/1976

Regulou a retenção do imposto de renda na fonte incidente sobre rendimentos obtidos em aplicações financeiras.

Decreto-lei nº 1.510 de 27/12/1976

Dispôs sobre a tributação de resultados obtidos na venda de participações societárias pelas pessoas físicas.

Dispôs sobre o tratamento tributário aplicável à pessoa física equiparado à pessoa jurídica em decorrência de operações com imóveis.

Sujeitou à incidência do imposto na fonte, na cédula "H" da declaração de rendimentos o lucro auferido por pessoas físicas na alienação de quaisquer participações societárias. Em qualquer caso, o contribuinte podia optar pelo pagamento do imposto à alíquota de 25% sobre os lucros auferidos conjuntamente com o devido na declaração de rendimentos sem direito a abatimentos e reduções por incentivos fiscais.

Para os efeitos de equiparação da pessoa física à pessoa jurídica, considerava habitualidade na comercialização de imóveis a alienação no prazo de dois anos consecutivos de mais de três imóveis adquiridos nesse biênio ou, no prazo de cinco anos consecutivos, de mais de cinco imóveis adquiridos nesse mesmo qüinqüênio.

Decreto-lei nº 1.557 de 14/06/1977

Facultou às pessoas físicas deduzir do imposto sobre a renda devido de acordo com sua declaração, montante equivalente até o máximo de 42% das quantias que, voluntária e efetivamente, aplicassem no ano-base em subscrição de ações do Banco da Amazônia S/A, observados os limites permitidos pela legislação específica.

Decreto-lei nº 1.641 de 07/12/1978

Considerou rendimento tributável o lucro apurado por pessoa física em decorrência de alienação de imóveis que excedesse a Cr$4.000.000,00. O rendimento devia ser tributado através de uma das formas seguintes, à opção do contribuinte:

Considerou lucro na alienação de imóveis a diferença entre o valor de alienação e o custo corrigido monetariamente, segundo a variação nominal das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional.

Decreto-lei nº 1.705 de 23/10/1979

Dispôs sobre a obrigatoriedade de recolhimento antecipado (carnê-leão).

Sujeitou ao recolhimento antecipado do imposto sobre a renda a pessoa física que percebesse de outra pessoa física rendimentos decorrentes do exercício sem vínculo empregatício, de profissão legalmente regulamentada, bem como os decorrentes de locação, sublocação, arrendamento e subarrendamento de imóveis.

Determinou que a antecipação do imposto seria efetivada em quatro parcelas nos meses de abril, julho, outubro e janeiro, calculadas mediante a aplicação da alíquota de dez por cento sobre o montante dos rendimentos brutos percebidos no trimestre encerrado no mês imediatamente anterior àquele em que devia ser feito o recolhimento.

Decreto-lei nº 1.841 de 29/12/1980

Permitiu que, a partir do exercício de 1982, as pessoas físicas reduzissem do imposto sobre a renda devido, os seguintes percentuais das quantias efetivamente aplicadas em:

    1. 4% do saldo médio anual de valor não-superior a 1.000 Unidades-Padrão de Capital do mês de dezembro do ano-base;
    2. 2% da parcela do saldo médio excedente ao valor de 1.000 Unidades-Padrão de Capital do mês de dezembro do ano-base.
    1. quando se tratasse de emissão que, nos termos definidos pela Comissão de Valores Mobiliários, assegurasse garantia de acesso ao público a pelo menos 1/3 da emissão: 30%;
    2. nas demais hipóteses de distribuição de ações: 10%.

Para utilização do benefício fiscal de subscrição de ações, a pessoa física devia manter indisponíveis ou em custódia, pelo prazo de dois anos consecutivos, as ações subscritas.

Definiu o limite de redução do imposto devido dos benefícios fiscais citados neste Decreto-lei.

Decreto-lei nº 1.887 de 29/10/1981

Estabeleceu as classes de renda bruta e os percentuais de redução do imposto para aquisição de quotas de Fundos Fiscais para o exercício financeiro de 1982, ano-base de 1981 e o exercício financeiro de 1983, ano-base de 1982.

Decreto-lei nº 1.929 de 08/03/1982

Isentou do imposto sobre a renda, até o exercício financeiro de 1984, inclusive, os ganhos auferidos, pelas pessoas físicas residentes no País, nas liquidações de contratos a termo celebrados em bolsas de mercadorias do País.

Decreto-lei nº 1.968 de 23/11/1982

Determinou que o imposto a pagar fosse recolhido integralmente até o último dia útil do mês fixado para apresentação da declaração de rendimentos. Autorizou o pagamento do imposto em até oito quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que:

Reajustou a tabela do imposto de renda progressivo.

Alterou valores e percentuais de redução do imposto para aquisição de quotas dos fundos fiscais de que tratam o Decreto-lei nº 157 de 10 de fevereiro de 1967.

Decreto-lei nº 2.021 de 18/05/1983

Isentou do imposto de renda progressivo na declaração de rendimentos os juros e dividendos de Caderneta de Poupança do Sistema Financeiro de Habitação, auferidos por pessoas físicas, calculados sobre o saldo médio anual até 2.000 Unidades Padrão de Capital – UPC.

Decreto-lei nº 2.040 de 30/06/1983

Determinou que não ensejaria instauração de processo fiscal, com base em acréscimo patrimonial a descoberto, a inclusão, na declaração de bens relativa ao exercício financeiro de 1984, de valores depositados em caderneta de poupança do Sistema Financeiro de Habitação ou aplicados em Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional – ORTN ou em títulos da dívida pública estadual ou municipal.

Decreto-lei nº 2.065 de 26/10/1983

Corrigiu, para o exercício financeiro de 1984, em 100% a tabela progressiva do imposto sobre a renda, incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas residentes ou domiciliadas no Brasil bem como os valores previstos na legislação do imposto sobre a renda.

Criou uma alíquota de 60%, que incidia sobre a parcela da renda líquida anual que excedesse a Cr$34.354.000,00.

Alterou o limite de redução para caderneta de poupança e subscrição de ações do Banco do Nordeste do Brasil S/A e Banco da Amazônia S/A .

Revogou a redução do imposto sobre a renda devido pela pessoa física, prevista no artigo 3º do Decreto-lei nº 157 de 10 de fevereiro de 1967 e legislação posterior.

Decreto-lei nº 2.067 de 09/11/1983

Alterou, a partir de 1º de janeiro de 1984, as classes de renda e as alíquotas das tabelas de fonte sobre rendimentos do trabalho assalariado e não-assalariado.

Decreto-lei nº 2.127 de 20/06/1984

Alterou a legislação do imposto sobre a renda aplicável aos rendimentos de cadernetas de poupança do Sistema Financeiro de Habitação.

Decreto-lei nº 2.182 de 11/12/1984

Alterou, a partir de 1º de janeiro de 1985, as classes de renda e as alíquotas das tabelas de fonte sobre rendimentos do trabalho assalariado e não-assalariado.

Determinou para o exercício financeiro de 1985, um acréscimo de 160% aos valores vigentes no exercício de 1984 da tabela do imposto sobre a renda progressivo, incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas residentes ou domiciliadas no Brasil.

Lei nº 7.450 de 23/12/1985

Reajustou a tabela do imposto de renda progressivo, incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas, bem como os demais valores expressos em cruzeiros na legislação do imposto sobre a renda.

Definiu que o imposto de renda das pessoas físicas fosse devido à medida em que os rendimentos fossem auferidos, sem prejuízo do ajuste.

Reajustou a tabela de incidência do imposto de renda na fonte a que estavam sujeitos os rendimentos de trabalho assalariado e não-assalariado.

Determinou que as restituições das pessoas físicas do imposto de renda correspondente ao exercício financeiro de 1986, ano-base de 1985, fossem efetuadas em até quatro anos, conforme o valor das restituições.

Lei nº 7.482 de 04/06/1986

Permitiu o resgate, independentemente do ano de sua aquisição, na forma estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, por contribuintes que, a partir da data de publicação desta Lei possuíssem aplicações em quotas de Fundos Fiscais criados pelo Decreto-lei nº 157 de 10 de fevereiro de 1967, em montante inferior a 10 Obrigações do Tesouro Nacional – OTN.

Lei nº 7.505 de 02/07/1986

Permitiu que o contribuinte do imposto de renda abatesse da renda bruta o valor das doações, patrocínios e investimentos realizadas através ou a favor de pessoa jurídica de natureza cultural, cadastrada no Ministério da Cultura.

Observado o limite máximo de 10% da renda bruta, a pessoa física poderia abater:

I – até 100% do valor da doação;

II – até 80% do valor do patrocínio;

III – até 50% do valor do investimento.

Decreto-lei nº 2.287 de 23/07/1986

Alterou o valor da quota do imposto a pagar.

Reajustou a tabela do imposto de renda progressivo, incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas, no exercício financeiro de 1987.

Decreto-lei nº 2.292 de 21/11/1986

Permitiu abater da renda bruta as importâncias efetivamente aplicadas nos Planos de Poupança e Investimento (PAIT) durante o ano-base, desde que seu total não excedesse Cz$100.000,00 (cem mil cruzados) nem 30% do rendimento bruto do trabalho e fosse observado o limite previsto no artigo 9º da Lei nº 4.506 de 30 de novembro de 1964.

Decreto-lei nº 2.297 de 21/11/1986

Isentou do imposto de renda o lucro imobiliário apurado por pessoa física na alienação de imóvel residencial que fosse financiado com recursos do Sistema Financeiro da Habitação, desde que atendidas algumas condições.

Decreto-lei nº 2.303 de 21/11/1986

Definiu que não ensejaria instauração de processo fiscal, com base em acréscimo patrimonial a descoberto, a inclusão, na declaração relativa ao exercício financeiro de 1987, de bens ou valores não incluídos em declarações apresentadas pelo contribuinte, pessoa física. O valor do acréscimo patrimonial ficou sujeito à incidência do imposto de renda a uma alíquota especial de 3%.

Decreto-lei nº 2.356 de 28/08/1987

Reajustou a tabela para o cálculo do imposto de renda na fonte.

Decreto-lei nº 2.394 de 21/12/1987

Alterou a legislação do imposto de renda incidente sobre rendimentos auferidos em operações financeiras de curto prazo.

Decreto-lei nº 2.396 de 21/12/1987

Corrigiu monetariamente no exercício financeiro de 1988 pela aplicação sobre os valores vigentes no exercício financeiro de 1987 do coeficiente 3,5 (três e meio) a tabela do Imposto de renda incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas.

Determinou que as pessoas físicas informassem à Secretaria da Receita Federal do Brasil, juntamente com a declaração, os rendimentos que pagaram no ano anterior, por si ou como representantes de terceiros, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Geral de Contribuintes, das pessoas que os receberam. Deviam ser informados os rendimentos pagos a pessoas jurídicas, quando constituíssem abatimento ou dedução na declaração de rendimentos e os rendimentos pagos a pessoas físicas, constituíssem ou não abatimento ou dedução na declaração do contribuinte. A falta de informação de pagamento efetuado sujeitava o infrator à multa de 20% do valor não declarado.

Decreto-lei nº 2.419 de 10/03/1988

Reajustou o cálculo, a partir do exercício financeiro de 1989, do imposto sobre a renda progressivo incidente sobre a renda líquida das pessoas físicas.

Reajustou o cálculo do imposto sobre a renda na fonte.

Decreto-lei nº 2.428 de 14/04/1988

Dispôs sobre a renda incidente sobre os ganhos auferidos por pessoas físicas nas operações a prazo em Bolsas de Valores, de mercadorias e mercados outros de liquidação futura.

Lei nº 7.713 de 22/12/1988

O imposto de renda das pessoas físicas passou a ser devido mensalmente à medida em que os rendimentos e ganhos de capital fossem percebidos.

Revogou todos os dispositivos legais concessivos de isenção ou exclusão, da base de cálculo do imposto de renda das pessoas físicas, de rendimentos e proventos de qualquer natureza, bem como os que autorizavam redução do imposto por investimento de interesse econômico ou social.

Revogou todos os dispositivos legais que autorizavam deduções cedulares ou abatimentos da renda bruta do contribuinte, para efeito de incidência do imposto de renda.

O 13º salário passou a ser tributável exclusivamente na fonte.

Suprimiu a classificação por cédulas dos rendimentos e ganhos de capital percebidos pelas pessoas físicas.

Extinguiu, no caso de alienação de bem imóvel cuja aquisição ocorresse a partir de 1º de janeiro de 1989, o percentual de redução de 5% ao ano sobre ganho de capital apurado.

Lei nº 7.799 de 10/07/1989

Instituiu o BTN Fiscal como referencial de indexação de tributos e contribuições de competência da União.

Lei nº 8.014 de 06/04/1990

Sujeitou ao pagamento do imposto sobre a renda à alíquota de 25% a pessoa física que auferissem ganhos líquidos obtidos em Bolsas de Valores, de Mercadorias, de Futuros e assemelhados.

Lei nº 8.021 de 12/04/1990

Previu lançamento de ofício, além dos casos já especificados em lei, arbitrando-se os rendimentos com base na renda presumida, mediante utilização dos sinais exteriores de riqueza. Considerou sinais exteriores de riqueza a realização de gastos incompatíveis com a renda disponível do contribuinte. Constituía renda disponível a receita auferida pelo contribuinte, diminuída dos abatimentos e deduções admitidos pela legislação do imposto de renda em vigor e do imposto de renda pago pelo contribuinte.

Lei nº 8.023 de 12/04/1990

Alterou a legislação do imposto sobre a renda sobre o resultado da atividade rural.

Lei nº 8.028 de 12/04/1990

Dispôs sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios.

Instituiu como órgão específico do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento a Secretaria da Fazenda Nacional.

Decreto nº 99.244 de 10/05/1990

Dispôs sobre a reorganização e o funcionamento dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios.

Estabeleceu a estrutura básica da Secretaria da Fazenda Nacional, órgão específico do Ministério da economia, Fazenda e Planejamento, com os seguintes departamentos:

I- Departamento da Receita Federal;

II- Departamento do Tesouro Nacional;

III- Departamento do Patrimônio da União.

Lei nº 8.069 de 13/07/1990

Permitiu ao contribuinte do imposto de renda abater da renda bruta 100% do valor das doações feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, observado, para a pessoa física, o limite de 10% da renda bruta.

Lei nº 8.134 de 27/12/1990

Restabeleceu a apuração do imposto anual por meio de declaração de ajuste.

Facultou ao contribuinte que percebesse rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, e os leiloeiros deduzir da receita decorrente do exercício da respectiva atividade:

Sujeitou ao pagamento de ganhos de capital à alíquota de vinte e cinco por cento a pessoa física que percebesse ganhos de capital na alienação de bens ou direitos de qualquer natureza e ganhos líquidos nas operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhados.

Lei nº 8.137 de 27/12/1990

Definiu crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo.

Lei nº 8.177 de 01/03/1991

Extinguiu a partir de 1º de fevereiro de 1991 a BTN Fiscal instituída pela Lei nº 7.799 de 10/07/1989.

Lei nº 8.218 de 29/08/1991

Aplicou as seguintes multas para lançamento de ofício, na totalidade ou diferença dos tributos e contribuições devidos:

Lei nº 8.253 de 31/10/1991

Reajustou valores da tabela progressiva para cálculo do imposto de renda.

Lei nº 8.269 de 16/12/1991

Reajustou valores da tabela progressiva para cálculo do imposto de renda.

Lei nº 8.313 de 23/12/1991

Instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor.

O doador ou patrocinador podia deduzir do imposto devido na declaração do imposto sobre a renda os valores efetivamente contribuídos em favor de projetos culturais aprovados de acordo com os dispositivos desta Lei, tendo como base, no caso das pessoas físicas, 80% das doações e 60% dos patrocínios.

Lei nº 8.383 de 30/12/1991

Instituiu a Unidade Fiscal de Referência - UFIR como medida de valor e parâmetro de atualização monetária de tributos e valores expressos em cruzeiros.

Determinou que as pessoas físicas deviam apresentar anualmente declaração de ajuste, na qual se determinaria o saldo do imposto a pagar ou valor restituído.

Para efeito de cálculo do imposto a pagar ou do valor a ser restituído, os rendimentos seriam convertidos em quantidade de UFIR pelo valor desta no mês em que fossem recebidos pelo beneficiário.

Sujeitou os tributos e contribuições administrados pelo Departamento da Receita Federal que não fossem pagos até a data de vencimento à multa de mora de vinte por cento e a juros de mora de um por cento ao mês-calendário ou fração, calculados sobre o valor do tributo ou contribuição corrigido monetariamente. A multa seria reduzida a dez por cento quando o débito fosse pago até o último dia do mês subseqüente ao do vencimento.

Autorizou a compensação do valor pago ou recolhido a título de encargo relativo à Taxa Referencial Diária – TRD acumulada entre a data da ocorrência do fato gerador e a do vencimento dos tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, pagos ou recolhidos a partir de 4 de fevereiro de 1991.

Autorizou a pessoa física a compensar os valores referentes à TRD, pagos sobre as parcelas de imposto de renda por ela devidas, relacionadas a seguir:

Estabeleceu que no exercício financeiro de 1992, ano-calendário de 1991, o contribuinte apresentasse declaração de bens na qual os bens e direitos fossem individualmente avaliados a valor de mercado no dia 31 de dezembro de 1991 e convertidos em quantidade de UFIR pelo valor desta no mês de janeiro de 1992.

Definiu que o resultado da atividade rural, quando positivo, integrava a base de cálculo com os demais rendimentos tributáveis.

Lei nº 8.490 de 19/11/1992

Restabeleceu a denominação original de Secretaria da Receita Federal do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda.

Lei nº 8.672 de 06/07/1993

Possibilitou abatimento da renda bruta, para efeito do imposto de renda, as contribuições e doações feitas por pessoas físicas às entidades esportivas que proporcionassem a prática de pelo menos três esportes olímpicos.

Lei nº 8.685 de 20/07/1993

Permitiu que, até o exercício fiscal de 2003, inclusive, os contribuintes pudessem deduzir do imposto de renda devido as quantias referentes a investimentos feitos na produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de produção independente, mediante a aquisição de quotas representativas de direitos de comercialização sobre as referidas obras, desde que estes investimentos fossem realizados no mercado de capitais, em ativos previstos em lei e autorizados pela Comissão de valores Mobiliários, e os projetos de produção tivessem sido previamente aprovados pelo Ministério da Cultura.

Limitou, para as pessoas físicas, a dedução a três por cento do imposto devido.

Decreto nº 974 de 08/11/1993

Regulamentou a Lei nº 8.625 de 20 de julho de 1993 que criou mecanismo de fomento à atividade audiovisual.

Lei nº 8.748 de 09/12/1993

Alterou a legislação reguladora do processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União.

Lei nº 8.848 de 28/01/1994

Instituiu três alíquotas,15,0%, 26,6% e 35,0%, para o imposto de renda progressivo do art. 16 da Lei nº 8.383 de 30 de dezembro de 1991, para fins da declaração de ajuste anual apresentada no ano de 1995, e para o imposto de renda incidente sobre os rendimentos dos artigos 7º,8º e 12º da Lei nº 7.713 de 22 de dezembro de 1988.

Lei nº 8.866 de 11/04/1994

Dispôs sobre o depositário infiel.

Lei nº 8.981 de 20/01/1995

Determinou que os tributos e contribuições sociais, cujos fatos geradores viessem a ocorrer a partir de 1º de janeiro de 1995 fossem apurados em reais.

Permitiu dedução na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda:

A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário seria a diferença entre as somas:

I- de todos os rendimentos percebidos no ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva;

II – das deduções relativas:

Definiu que o resultado tributável da atividade rural, quando positivo, integraria a base de cálculo do imposto devido no ano-calendário.

Permitiu que do imposto apurado fossem deduzidos:

Sujeitou o ganho de capital percebido por pessoa física em decorrência de alienação de bens ou direitos de qualquer natureza à incidência do imposto de renda à alíquota de 15%.

Definiu em 10% a alíquota aplicável sobre os ganhos líquidos apurados mensalmente em operações realizadas nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhados.

Isentou do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por pessoas física em operações no mercado à vista de ações nas bolsas de valores e em operações com ouro, ativo financeiro, cujo valor das alienações realizadas em cada mês fosse igual ou inferior a 5.000,00 UFIR, para o conjunto de ações e para o ouro, ativo financeiro respectivamente.

Na falta de apresentação da declaração de rendimentos ou na sua apresentação fora do prazo, sujeitou a pessoa física à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto de renda devido, ainda que integralmente pago e à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração que não resultasse imposto devido. Para as pessoas físicas, o valor mínimo a ser aplicado era de duzentas UFIR.

Lei nº 9.003 de 16/03/1995

Dispôs sobre a reestruturação da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Lei nº 9.249 de 26/12/1995

Determinou que os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficassem sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte nem integrassem a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário domiciliado no País ou no exterior.

Lei nº 9.250 de 26/12/1995

Converteu em reais os valores expressos em UFIR na legislação do imposto de renda das pessoas físicas, tomando-se por base o valor da UFIR vigente em 1º de janeiro de 1996.

Instituiu duas alíquotas para o imposto de renda incidente sobre os rendimentos de que tratam os artigos 7º,8º e 12º da Lei nº 7.713 de 22 de dezembro de 1988 e para o imposto de renda progressivo apurado na declaração de ajuste anual: 15% e 25%.

Permitiu dedução, na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda:

A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário seria a diferença entre as somas:

I- de todos os rendimentos percebidos no ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva;

II – das deduções relativas:

Permitiu que do imposto apurado fossem deduzidos:

A soma das deduções dos três primeiros itens não podia reduzir o imposto devido em mais de doze por cento.

À opção do contribuinte, o saldo do imposto a pagar podia ser parcelado em até seis quotas iguais, mensais e sucessivas, observado o seguinte:

Nos casos de encerramento de espólio e saída definitiva do país, o imposto de renda devido seria calculado mediante a utilização dos valores da tabela progressiva anual calculados proporcionalmente ao número de meses do período abrangido pela tributação no ano-calendário.

Definiu que o valor da restituição do imposto de renda da pessoa física, apurado na declaração de rendimentos, seria acrescido de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data prevista para a entrega da declaração de rendimentos até o mês anterior ao da liberação da restituição e de 1% no mês em que o recurso fosse colocado no banco à disposição do contribuinte.

Isentou do imposto de renda o ganho de capital auferido na alienação de bens e direitos de pequeno valor, cujo preço unitário de alienação, no mês em que esta se realizasse, fosse igual ou inferior a R$20.000,00.

Isentou do imposto de renda o ganho de capital auferido na alienação do único imóvel que o titular possuísse, cujo valor de alienação fosse de até R$440.000,00, desde que não tenha sido realizada qualquer outra alienação nos últimos cinco anos.

Lei nº 9.430 de 27/12/1996

Caracterizou como omissão de receita ou de rendimento o valor creditado em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprovasse, mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos utilizados nessas operações.

Aplicou as seguintes multas calculadas sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição, nos casos de lançamento de ofício:

Determinou que os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cujos fatos geradores ocorressem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica seriam acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso, limitado a vinte por cento.

Vedou a utilização de Documento de Arrecadação de Receitas Federais para o pagamento de tributos e contribuições de valor inferior a R$10,00.

Lei nº 9.477 de 24/07/1997

Instituiu o Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI e o Plano de Aposentadoria Programada Individual.

Permitiu que as pessoas físicas deduzissem da base de cálculo do imposto de renda as aquisições de quotas efetuadas até o limite anual de R$2.400,00.

Lei nº 9.532 de 10/12/1997

Limitou a seis por cento do valor do imposto devido a soma das deduções relacionadas a seguir, não aplicando limites específicos a quaisquer dessas deduções:

Limitou a 20% do imposto de renda devido, a multa a que se refere o inciso I do art. 88 da Lei nº 8.981 de 1995 (falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado).

Lei nº 9.718 de 27/11/1998

Sujeitou à tributação pelo imposto de renda, como residente, a pessoa física que ingressasse no Brasil:

I – com visto temporário:

  1. para trabalhar com vínculo empregatício, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir da data de sua chegada;
  2. por qualquer outro motivo, e permanecesse por período superior a cento e oitenta e três dias, consecutivos ou não, contado, dentro de um intervalo de doze meses, da data de qualquer chegada, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do dia subseqüente àquele em que se completasse referido período de permanência.

II – com visto permanente, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de sua chegada.

Lei nº 9.887 de 07/12/1999

Aumentou, relativamente aos fatos geradores ocorridos durante os anos–calendário de 1998 a 2002, a alíquota de 25%, constante das tabelas de que tratam os arts. 3º e 11 da Lei nº 9.250 de 26 de dezembro de 1995, para 27,5%.

Lei nº 9.959 de 27/01/2000

Fixou a alíquota tratada no art. 72 da Lei nº 8.981 de 20 de janeiro de 1995 em percentual igual ao estabelecido para os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa:

I – a partir do ano-calendário de 2001, no caso dos ganhos líquidos auferidos por qualquer beneficiário em operações realizadas nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhados e no mercado de balcão, ressalvado o disposto no inciso II;

II – a partir do ano-calendário de 2002, no caso de ganhos líquidos auferidos nos mercados à vista de ações negociadas em bolsas de valores e de rendimentos produzidos pelos fundos de investimentos.

Aos ganhos líquidos a que se referiam o inciso I aplicava-se, no ano-calendário de 2000, a alíquota de quinze por cento.

Lei nº 10.451 de 10/05/2002

Alterou as tabelas progressivas mensal e anual, em reais, do imposto de renda incidente sobre os rendimentos da pessoa física.

Fixou em R$106,00 o valor mensal por dependente e em R$1.272,00 o valor anual.

Fixou em R$1.998,00 o limite anual individual relativo a pagamentos de despesas com instrução efetuados a estabelecimento de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, creches, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes.

Limitou a R$9.400,00 o valor da opção pelo desconto simplificado, com dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, independentemente do montante desses rendimentos.

Lei nº 10.637 de 30/12/2002

Relativamente aos fatos geradores ocorridos durante os anos–calendário de 1998 a 2003, a alíquota de 25%, constante das tabelas de que tratam os arts. 3º e 11 da Lei nº 9.250 de 26 de dezembro de 1995, passou para 27,5%.

Restabeleceu relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2004, a alíquota de 25% e as respectivas parcelas de R$370,20 e de R$4.442,40.

3. REGULAMENTOS DO IMPOSTO DE RENDA

Decreto nº 16.581 de 04/09/1924

Composto de 147 artigos divididos em três partes:

Decreto nº 17.390 de 26/07/1926

Composto de 179 artigos divididos em três partes:

Decreto-lei nº 4.178 de 13/03/1942

Composto de 210 artigos divididos em quatro partes:

Decreto-lei nº 5.844 de 23/09/19433

Composto de 208 artigos divididos em três títulos. O primeiro foi subdividido em quatro partes:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Decreto nº 24.239 de 22/12/1947

Composto de 206 artigos divididos em três títulos:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Primeira parte: Tributação dos lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

Segunda parte: Tributação dos rendimentos de títulos ao portador, de residentes ou domiciliados no estrangeiro e da exploração de películas cinematográficas estrangeiras.

Decreto nº 36.773 de 13/01/1955

Composto de 211 artigos divididos em três títulos:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Primeira parte: Tributação dos lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

Segunda parte: Tributação dos rendimentos de títulos ao portador, de residentes ou domiciliados no estrangeiro e casos especiais de arrecadação nas fontes.

Decreto nº 40.702 de 31/12/1956

Composto de 210 artigos divididos em três títulos:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Primeira parte: Tributação dos lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

Segunda parte: Tributação dos rendimentos de títulos ao portador, de residentes ou domiciliados no estrangeiro e casos especiais de arrecadação nas fontes.

Decreto nº 47.373 de 07/12/1959

Composto de 214 artigos divididos em três títulos:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Primeira parte: Tributação dos lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

Segunda parte: Tributação dos rendimentos de títulos ao portador, de residentes ou domiciliados no estrangeiro e casos especiais de arrecadação nas fontes.

Decreto nº 51.900 de 10/04/1963

Composto de 219 artigos divididos em três títulos:

Primeira parte: Tributação das pessoas físicas.

Segunda parte: Tributação das pessoas jurídicas.

Terceira parte: Casos especiais de tributação.

Quarta parte: Disposições aplicáveis ao regime de arrecadação por lançamento.

Primeira parte: Tributação dos lucros apurados pelas pessoas físicas na venda de propriedades imobiliárias.

Segunda parte: Tributação dos rendimentos de títulos ao portador, de residentes ou domiciliados no estrangeiro e casos especiais de arrecadação nas fontes.

Decreto nº 55.866 de 25/03/1965

Composto de 440 artigos divididos em oito livros:

 

 

Decreto nº 58.400 de 10/05/1966

Composto de 517 artigos divididos em oito livros:

Decreto nº 76.186 de 02/09/1975

Composto de 585 artigos divididos em cinco livros:

Decreto nº 85.400 de 04/12/1980

Composto de 778 artigos divididos em cinco livros:

Decreto nº 1.041 de 11/01/1994

Composto de 1034 artigos divididos em cinco livros:

Decreto nº 3.000 de 26/03/1999

Composto de 1004 artigos divididos em quatro livros:


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