No período 2000/2001, uma parte substancial (86,65%) das exportações brasileiras de bens de capital para a ALCA destinou-se a quatro países: EUA (59,03%), Argentina (18,20%), Chile (4,74%) e México (4,68%), sendo que as exportações para os EUA e México tiveram elevado ritmo de crescimento, com taxas de 34% e 27,55% ao ano, respectivamente (Tabela 18).
As importações brasileiras de bens de capital provenientes de países da ALCA originaram-se predominantemente de três deles: EUA (75,04%), Argentina (16,57%), Canadá (5,22%) e México (2,45%), que, em conjunto, representaram 99,28% da pauta, apesar de as importações da Argentina terem decrescido a taxa de 3,15% (Tabela 19).
As exportações de bens de consumo destinaram-se predominantemente para os EUA (46,40%), Argentina (20,68%), México (8,69%), Chile (4,34%) e Paraguai (3,95%), países responsáveis por 84,06% do total das exportações brasileiras daqueles bens, sendo que as vendas para a Argentina decresceram a uma taxa de 16,80% (Tabela 20).
Com respeito às importações de bens de consumo, destacaram-se as dos EUA (24,99%), Argentina (49,62%), Chile (5,56%), México (4,91%) e Uruguai (7,62%) que, em conjunto, atingiram 92,70% do total da pauta, sendo que as importações do México tiveram uma taxa de crescimento anual de 52,06% (Tabela 21).
Vale notar que 83,91% das exportações de bens intermediários foram destinadas a seis países: EUA (46,47%), Argentina (21,09%), México (6,13%), Chile (4,87%), Venezuela (2,99%) e Uruguai (2,36%), conforme mostra a Tabela 22.
Os EUA (50,17%), a Argentina (24,67%), a Venezuela (5,76%), o Chile (4,24%) e o Canadá (4,15%), em conjunto, responderam por 88,99% das importações de bens intermediários, apesar de terem registrado taxas de crescimento anual negativas (Tabela 23).
A conclusão imediata da análise desses dados é a de que os dois principais parceiros do Brasil na ALCA, tanto nas exportações quanto nas importações de bens de capital, bens intermediários e bens de consumo, foram os EUA e a Argentina.
O peso relativo dos Estados Unidos no comércio exterior do Brasil decorre do fato de eles serem o epicentro do comércio e das finanças internacionais, além de ocuparem a primeira posição do capital industrial mundial.
O peso relativo da Argentina, o segundo maior parceiro, resulta do esforço das autoridades brasileiras para implementar e fortalecer o Mercosul, por meio da utilização de um amplo conjunto de instrumentos legais.