Produtos Agrícolas

 Os dados relativos ao valor, peso líquido e preço de duas amostras de mercadorias - uma da pauta de exportações e outra da pauta de importações - foram examinados para destacar a importância das vendas e das compras externas do complexo de grãos e de algumas commodities agrícolas do comércio exterior do Brasil com a ALCA. As informações foram obtidas a partir de diferentes níveis de agregação da NCM, a fim de tornar os produtos mais homogêneos dentro da classificação de mercadorias utilizada.

Assim, no período 2000-2001, uma amostra da pauta de exportações composta pelo café, açúcar, suco de laranja, fumo e pelo complexo soja (soja em grão, farelo de soja e óleo de soja) revelou que o café, o suco de laranja, farelo de soja e soja em grão apresentaram, respectivamente, quedas em valor de 31,53%, 38,67%, 38,89% e 4,10% ao ano, enquanto que o óleo de soja em bruto (152,26% ao ano), o açúcar (8,85% ao ano) e o fumo (5,04% ao ano) experimentaram crescimento (Tabela 30).

Em quantidade, à exceção do suco de laranja, que caiu 26,15% ao ano, e do farelo de soja, que caiu 39,16%, as exportações dos demais produtos da amostra cresceram, apesar das práticas protecionistas de alguns dos países da ALCA. Já os preços médios de todos os produtos selecionados caíram. A queda foi menor para a soja em grão (5,56% ao ano) e o açúcar (8% ao ano). O movimento descendente dos preços dos produtos foi conseqüência do aumento dos estoques mundiais.

De outra parte, uma segunda amostra da pauta de importações composta por alho, trigo, farinha de trigo, cevada, milho, arroz, feijão e algodão, indicou que houve alta em valor anual, excetuando-se o milho, a farinha de trigo e o algodão (Tabela 31). Quanto ao peso líquido das importações dos produtos dessa amostra podemos notar que a cevada teve um aumento de 143,15% e que o milho e o algodão apresentaram os maiores decréscimos, de 64,75% e de 69,80% ao ano, respectivamente .

Com relação aos preços médios de importação desses produtos, notamos que a maior alta foi a do feijão (48,15% ao ano), e a queda foi a do óleo de soja (-6,06% ao ano). O aumento dos estoques mundiais provocou a tendência de queda dos preços.