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 Em 2001, os vinte itens mais representativos da pauta de exportação de bens de capital para os países da ALCA responderam por 88,13% do total exportado; os vinte principais itens de bens de capital importados da ALCA foram responsáveis por 77,68% do total importado, o que indica um significativo grau de concentração de ambas as pautas (Tabelas 24 e 25).

O principal item exportado foi o dos helicópteros e aviões (36,24%). Os celulares (17,82%) e os veículos automóveis para transporte de mercadorias (6,23%) ocuparam os segundo e terceiros lugares. Os grupos eletrogêneos e conversores rotativos elétricos (12,97%) lideraram as importações, seguidas pelas máquinas automáticas para processamento de dados (11,72%) e pelos veículos automóveis para transporte de mercadorias (10,01%).

Quanto aos bens intermediários, as vinte mercadorias mais representativas exportadas e importadas foram responsáveis, respectivamente, por 41,56% e 48,68% do comércio com os países da ALCA, o que indica graus de concentração significativos (Tabelas 26 e 27), embora menores do que os dos bens de capital.

Os três maiores destaques das exportações de bens intermediários foram as partes e acessórios de automóveis (6,18%), óleos de petróleo ou minerais betuminosos (4,25%) e produtos semimanufaturados de ferro e aço (2,70%). Nas importações figuraram, entre os três primeiros, turborreatores, turbopropulsores e outras turbinas a gás (5,96%), o trigo (5,27%) e os óleos brutos de petróleo (5,10%).

As vinte principais mercadorias classificadas como bens de consumo responderam por 74,75% da pauta de exportações e 75,75% da pauta de importações da ALCA, mostrando que, depois dos bens de capital, foi o grupo de maior grau de concentração (Tabelas 28 e 29). As duas participações mais importantes nas exportações foram os automóveis de passageiros (23,50%) e os calçados (16,67%); nas importações foram os automóveis de passageiros (33,16%) e os medicamentos (11,57%).

A observação desses dados leva à conclusão de que o principal determinante do nível de concentração foi o grau de elaboração da mercadoria: quanto maior a elaboração da mercadoria maior o nível de concentração. Esse fato demonstra que a principal causa da concentração é a integração vertical das empresas com o objetivo de ampliar o mercado para obter economias de escala ou reduzir os custos de transação.

Os custos de transação obrigam as empresas a criarem novas unidades de produção para internalizar essas transações. Esses custos estão ligados às imperfeições do mercado, tais como: a falta de contato entre o comprador e o vendedor, a ignorância dos desejos recíprocos, a falta de acordo quanto a preços, a falta de confiança na adequação das mercadorias às especificações inicialmente estabelecidas, a necessidade de deslocar mercados, a existência de tarifas aduaneiras, a tributação de ganhos criados pela transação, ao controle de preços, as cotas ou a falta de confiança na devolução no caso de não pagamento.