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Dispõe sobre o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon)
relativo a fatos geradores ocorridos a partir de 1 Alterada pela IN SRF nº 708, de 9 de janeiro de 2007. Revogada pela Instrução Normativa RFB nº 940, de 19 de maio de 2009. |
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição
que lhe confere o inciso III do art. 230 do Regimento Interno da Secretaria da
Receita Federal, aprovado pela
Portaria MF nº
30, de 25 de fevereiro de 2005, e considerando o disposto no art. 16 da
Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de
1999, no art. 57 da Medida Provisória nº
2.158-35, de 24 de agosto de 2001, nos arts. 1º a 11 da
Lei nº 10.637, de 30 de
dezembro de 2002, nos arts. 1º a 16 da
Lei nº 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, nos arts. 1º a 18 da
Lei nº 10.865, de 30 de
abril de 2004, nos arts. 8º, 9º e 15 da
Lei nº 10.925, de 23 de
julho de 2004, no art. 19 da Lei nº
11.051, de 29 de dezembro de 2004, e no art. 16 da
Lei nº 11.116, de 18 de
maio de 2005, resolve:
Art. 1º
Da Obrigatoriedade de Apresentação
Art. 2º
Art. 2º A partir do ano-calendário de 2006, as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, submetidas à apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), nos regimes cumulativo e não-cumulativo, inclusive aquelas que apuram a Contribuição para o PIS/Pasep com base na folha de salários, deverão apresentar o Dacon Mensal, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz, caso esta seja a periodicidade de entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). (Redação dada pela IN SRF nº 708, de 9 de janeiro de 2007)
§ 1º
§ 2º
§ 3º
§ 4º
(NR)
Art. 3º As
demais pessoas jurídicas deverão apresentar o Dacon Semestral, de forma
centralizada pelo estabelecimento matriz.
Art. 4º O
Dacon apresentado com periodicidade diversa do primeiro demonstrativo entregue,
relativo ao mesmo ano-calendário, não produzirá efeitos legais.
Art. 5º Estão
dispensadas da apresentação do Dacon:
I - as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), relativamente aos períodos abrangidos por esse sistema;
II - as pessoas jurídicas imunes e isentas do imposto de renda, cujo valor mensal das contribuições a serem informadas no Dacon seja inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais);
III - as pessoas jurídicas que se mantiveram inativas desde o início do ano-calendário a que se refira os Dacon, relativamente aos demonstrativos correspondentes aos períodos em que se encontravam nesta condição;
IV - os órgãos públicos, as autarquias e as fundações públicas;
V - os consórcios constituídos na forma dos arts. 278 e 279 da Lei n
º6.404, de 15 de dezembro de 1976;VI - os fundos em condomínio e os clubes de investimento que não se enquadrem no disposto no art. 2
ºda Lei nº9.779, de 19 de janeiro de 1999; eVII - os condomínios edilícios.
§ 1º Não
está dispensada da apresentação do Dacon a pessoa jurídica:
I - excluída do Simples, a partir, inclusive, do período, mensal ou semestral, que compreender o mês em que a exclusão surtir seus efeitos;
II - cuja imunidade ou isenção houver sido suspensa ou revogada, a partir, inclusive, do período da ocorrência do evento; ou
III - referida no inciso III do caput, a partir do período, inclusive, em que praticar qualquer atividade operacional, não-operacional, financeira ou patrimonial.
§ 2º Na
hipótese do inciso I do § 1º, não deverão ser informados no
Dacon os valores abrangidos pelo regime do Simples.
§ 3º A
pessoa jurídica que passar à condição de inativa no curso do ano-calendário
somente estará dispensada da apresentação do Dacon a partir do 1º
período do ano-calendário subseqüente, observado o disposto no inciso III do
caput.
§ 4º Considera-se
inativa a pessoa jurídica que não realizar qualquer atividade operacional,
não-operacional, financeira ou patrimonial no curso do período.
§ 5º A
pessoa jurídica que passar a se enquadrar no regime do Simples a partir de 1º
de janeiro continua na obrigação de apresentar o Dacon referente ao
ano-calendário anterior.
§ 6º A
pessoa jurídica imune ou isenta ficará obrigada à apresentação do Dacon a partir
do mês ou semestre em que o limite fixado no inciso II do caput seja
ultrapassado, permanecendo sujeita a essa obrigação em relação aos períodos
seguintes do ano-calendário em curso.
Art. 6º As
pessoas jurídicas referidas nos arts. 2º e 3º
deverão manter controle de todas operações que influenciem a apuração do valor
devido das contribuições, bem assim dos respectivos créditos a serem
descontados, deduzidos, compensados ou ressarcidos, especialmente quanto:
I - às receitas sujeitas à apuração das contribuições;
II - às aquisições e aos pagamentos efetuados a pessoas jurídicas e pessoas físicas, geradores de créditos a serem aproveitados no regime não-cumulativo;
III - aos custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no inciso I, no caso de sujeitarem-se ao regime não-cumulativo;
IV - às receitas, custos, despesas e encargos vinculados às receitas de exportação e de vendas a empresas comerciais exportadoras com fim específico de exportação, que estariam sujeitas à apuração das contribuições no regime não-cumulativo, caso as vendas fossem destinadas ao mercado interno;
V - às receitas, custos, despesas e encargos vinculados às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins; e
VI - ao estoque de abertura, nas hipóteses previstas no art. 11 da Lei n
º10.637, 30 de dezembro de 2002, e no art. 12 da Lei nº10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Parágrafo único. O controle a que se refere este artigo
deverá abranger as informações necessárias para a segregação de receitas
mencionadas no § 8º do art. 3º da Lei nº
10.637, de 2002, e alterações posteriores, e no § 8º do art. 3º,
no § 3º do art. 6º e no inciso III do art. 15
da Lei nº 10.833, de 2003, e alterações posteriores, observado
o disposto no art. 100 da Instrução Normativa SRF nº 247, de 21
de novembro de 2002, e nos arts. 20 e 21 da Instrução Normativa SRF nº
404, de 12 de março de 2004.
Art. 7º O
Dacon Mensal ou Semestral será apresentado mediante a utilização de programa
gerador, que estará disponível na página da Secretaria da Receita Federal na
Internet, no endereço eletrônico <http://www.receita.fazenda.gov.br>.
§ 1º O
Dacon Mensal ou Semestral deve ser transmitido pela Internet com a utilização do
programa Receitanet, disponível no endereço eletrônico referido no caput.
§ 2º Para
a transmissão do Dacon Mensal, é obrigatória a assinatura digital da declaração
mediante utilização de certificado digital válido.
§ 3º O
disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo
aplica-se, inclusive, aos casos de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial
ou cisão total.
Art. 8º O
Dacon deverá ser apresentado:
I - pelas pessoas jurídicas de que trata o art. 2
º, até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao mês de referência;II - pelas demais pessoas jurídicas:
a) até o quinto dia útil do mês de outubro de cada ano-calendário, no caso de Dacon relativo ao primeiro semestre; e
b) até o quinto dia útil do mês de abril de cada ano-calendário, no caso de Dacon relativo ao segundo semestre do ano-calendário anterior.
§ 1º Excepcionalmente,
em relação ao ano-calendário de 2006, a obrigatoriedade de entrega do Dacon, nos
prazos estabelecidos nos incisos I e II deste artigo, vigorará a partir do
período em que os respectivos programas geradores forem disponibilizados, na
forma do art. 7º.
§ 2º No
caso de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total, o Dacon
deverá ser apresentado pela pessoa jurídica extinta, incorporada, incorporadora,
fusionada ou cindida o último dia útil do mês subseqüente ao do evento,
observada a excepcionalidade do § 1º deste artigo.
§ 3º A
obrigatoriedade de entrega do Dacon, na forma prevista no § 2º,
não se aplica à incorporadora nos casos em que as pessoas jurídicas,
incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o
ano-calendário anterior ao do evento.
Art. 9º A
pessoa jurídica que deixar de apresentar o Dacon nos prazos estabelecidos no
art. 8º, ou que apresentá-lo com incorreções ou omissões,
sujeitar-se-á às seguintes multas:
I - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da Contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega deste demonstrativo ou de entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento) daquele montante; e
II - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.
§ 1º Para
efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será
considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente
fixado para a entrega do demonstrativo e como termo final, a data da efetiva
entrega ou, no caso de não-apresentação, a data da lavratura do auto de
infração.
§ 2º Observado
o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas:
I - em cinqüenta por cento, quando o demonstrativo for apresentado após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício;
II - em vinte e cinco por cento, se houver a apresentação do demonstrativo no prazo fixado em intimação.
§ 3º A
multa mínima a ser aplicada será de:
I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa;
II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.
Art. 10. A omissão de informações ou a prestação de
informações falsas no Dacon pode configurar hipótese de crime contra a ordem
tributária previsto nos arts. 1º e 2º da Lei nº
8.137, de 27 de dezembro de 1990, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
Parágrafo único. Ocorrendo a situação descrita no caput,
poderá ser aplicado o regime especial de fiscalização previsto no art. 33 da Lei
nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
Art. 11. Os pedidos de alteração nas informações prestadas no Dacon serão formalizados por meio de Dacon retificador, mediante a apresentação de novo demonstrativo elaborado com observância das mesmas normas estabelecidas para o demonstrativo retificado.
§ 1º O
Dacon retificador terá a mesma natureza do demonstrativo originariamente
apresentado, substituindo-o integralmente, e servirá para declarar novos
débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar
qualquer alteração nos créditos informados em demonstrativos anteriores.
§ 2º Não
será aceita a retificação que tenha por objeto alterar os débitos relativos à
Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins:
I - que já tenham sido enviados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, nos casos em que o pleito importe alteração desses débitos;
II - em relação aos quais já tenham sido apuradas diferenças em procedimento de ofício, relativas às informações, indevidas ou não comprovadas, prestadas no Dacon original e que tenham sido enviados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; ou
III - em relação aos quais o sujeito passivo tenha sido intimado do início de procedimento fiscal.
§ 3º A
retificação de valores informados no Dacon, que resulte em alteração do montante
do débito já inscrito em Dívida Ativa da União, somente poderá ser efetuada,
pela Secretaria da Receita Federal, nos casos em que houver prova inequívoca da
ocorrência de erro de fato no preenchimento do demonstrativo.
§ 4º A
pessoa jurídica que entregar o Dacon retificador, alterando valores que tenham
sido informados em DCTF, deverá apresentar, também, DCTF retificadora.
§ 5º A
retificação de Dacon não será admitida com o objetivo de alterar a
periodicidade, mensal ou semestral, de demonstrativo anteriormente apresentado.
Art. 12. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 13. Fica formalmente revogada, sem interrupção
de sua força normativa, a Instrução Normativa SRF nº 543, de 20
de maio de 2005.
JORGE ANTONIO DEHER RACHID